01/Jul/2026
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o Mercosul pretende iniciar negociações para um acordo comercial com a China, dando continuidade à estratégia de ampliação da rede de parcerias econômicas do bloco com mercados considerados estratégicos. Durante a cúpula do Mercosul, realizada no Paraguai, o presidente destacou que o bloco vem intensificando sua inserção internacional por meio de negociações comerciais. Segundo ele, após os avanços nas tratativas com a União Europeia, o Brasil também concluiu a ratificação dos acordos com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e Singapura. O governo informou ainda que o Mercosul mantém negociações em andamento com Canadá, Índia e Vietnã.
Além disso, a atual cúpula marcou o lançamento das negociações para uma parceria econômica com o Japão, enquanto a abertura de negociações com a China é apontada como um dos próximos objetivos do bloco. O presidente também reiterou a intenção de ampliar a integração logística da América do Sul, com investimentos voltados à conexão entre o interior do continente e portos localizados nos oceanos Pacífico, Atlântico e Caribe. Segundo o governo, essa estratégia busca fortalecer a competitividade regional e ampliar o acesso aos mercados internacionais. Outro tema abordado foi a importância estratégica dos minerais críticos.
O governo brasileiro defende que esses recursos sejam tratados como ativos de segurança nacional e utilizados para desenvolver cadeias produtivas regionais com maior agregação de valor. Durante a cúpula, o Brasil também anunciou a ampliação de sua contribuição ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem). O aporte anual brasileiro passará de US$ 70 milhões para US$ 100 milhões ao longo da nova etapa do programa, denominada Focem 2. O governo informou ainda que a incorporação da Bolívia ao fundo deverá contribuir para reduzir as assimetrias econômicas entre os países integrantes do bloco. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.