30/Jun/2026
O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira (29/06) praticamente estável frente ao Real, refletindo um ambiente de oscilações reduzidas tanto no mercado doméstico quanto entre moedas de outros países emergentes. A liquidez diminuiu, contribuindo para limitar os movimentos das cotações. A moeda norte-americana fechou em alta de 0,06%, cotada a R$ 5,17. No acumulado de 2026, o dólar registra desvalorização de 5,76% frente ao Real. Ao longo da sessão, o mercado acompanhou a evolução do cenário geopolítico no Oriente Médio. Após os recentes episódios envolvendo ataques no Estreito de Ormuz e acusações mútuas entre Estados Unidos e Irã sobre violações do cessar-fogo, sinais de retomada das negociações entre os dois países contribuíram para reduzir parte da aversão ao risco nos mercados internacionais. Nesse ambiente, o dólar perdeu força frente a moedas fortes, como euro e libra esterlina, enquanto apresentou comportamento mais volátil em relação às divisas de mercados emergentes, incluindo o Real.
Durante a sessão, a moeda norte-americana atingiu máxima de R$ 5,18 e mínima de R$ 5,15, variação de apenas 0,65% entre os extremos da sessão. A redução da liquidez limitou ainda mais as oscilações no mercado cambial. No cenário doméstico, o Boletim Focus manteve inalteradas as projeções para o câmbio em R$ 5,20 ao final de 2026, enquanto as estimativas para a taxa Selic permaneceram em 14,00% para o encerramento de 2026 e em 12,00% para o fim de 2027. Atualmente, a taxa básica de juros está em 14,25% ao ano. O diferencial entre os juros brasileiros e os praticados em economias desenvolvidas continua oferecendo suporte ao fluxo de capital estrangeiro para o País. Entretanto, o mercado também monitora a possibilidade de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos e de novos ajustes na política monetária brasileira, fatores que podem alterar essa dinâmica ao longo dos próximos meses. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.