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30/Jun/2026

El Niño pode beneficiar safras no Brasil e Argentina

O El Niño pode trazer efeitos positivos para determinadas regiões da América Latina, com Brasil e Argentina entre os países menos expostos à inflação de alimentos associada ao fenômeno climático e com potencial de se beneficiarem de condições mais favoráveis para as safras, segundo relatório da Oxford Economics. O fenômeno climático, caracterizado pelo aquecimento das temperaturas da superfície do Oceano Pacífico, altera padrões globais de chuva e temperatura, provocando secas em algumas regiões produtoras de grãos e aumento das precipitações em outras. Esse comportamento pode influenciar de forma relevante a dinâmica agrícola em mercados emergentes.

A América do Sul aparece como a região menos vulnerável entre 20 mercados emergentes analisados, com Brasil e Argentina classificados como os países menos expostos aos impactos negativos sobre a inflação de alimentos. Em alguns cenários, o comportamento climático pode inclusive favorecer o desenvolvimento de culturas como milho e soja, importantes para a produção agrícola dos dois países. O principal risco identificado para a América Latina não está relacionado a uma escassez generalizada de grãos, mas a variações pontuais e de curta duração nos preços de alimentos frescos.

Episódios de chuvas mais intensas podem beneficiar parte da produção agrícola no Brasil e na Argentina, ao mesmo tempo em que podem gerar interrupções logísticas e impactos em culturas mais sensíveis, como hortaliças, tubérculos, frutas e pescado. O Peru tende a ser mais vulnerável aos efeitos do fenômeno, especialmente devido à redução da atividade pesqueira em períodos de alterações climáticas. Essas oscilações de preços podem ser mais intensas no curto prazo, mas tendem a ser temporárias e, em geral, são tratadas por bancos centrais como desvios pontuais em relação à trajetória inflacionária, sem impacto estrutural prolongado. Fonte: Investing. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.