ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

30/Jun/2026

Estreito de Ormuz: navegação sob tensão geopolítica

O governo do Irã reforçou que não aceita a participação de outros países nas operações relacionadas ao Estreito de Ormuz e advertiu a França contra qualquer envolvimento nas ações de desminagem ou em iniciativas vinculadas ao memorando de entendimento firmado entre Irã e os Estados Unidos. O posicionamento foi divulgado pelo vice-ministro das Relações Exteriores para Assuntos Internacionais e Jurídicos, Kazem Gharibabadi. Segundo o governo iraniano, a retirada de minas instaladas no Estreito é atribuição exclusiva do Irã e não poderá ser realizada por qualquer outro país sem autorização prévia.

A manifestação ocorreu após declarações do presidente da França, Emmanuel Macron, indicando cooperação com parceiros internacionais para ações de desminagem em Ormuz e para a redução das tensões no Oriente Médio. O Irã também informou que pretende avançar nas negociações com Omã para estabelecer um modelo conjunto de gerenciamento do Estreito de Ormuz, com a proposta de que a administração da passagem marítima seja conduzida pelos países costeiros.

As discussões abrangem mecanismos de gestão da navegação, cobrança pelos serviços prestados no Estreito e definição das rotas autorizadas para o tráfego marítimo. Mesmo na hipótese de Omã não aderir ao projeto, o Irã continuará buscando mecanismos próprios de controle da navegação na região. Contudo, a avaliação é de que existe interesse por parte de Omã em cooperar na administração do Estreito. As negociações entre os dois países também deverão abordar a definição das rotas permitidas para a passagem de embarcações, enquanto é elaborada uma estrutura de gestão para Ormuz.

O governo iraniano acrescentou que, durante a vigência do memorando de entendimento firmado com os Estados Unidos para negociações de paz, as embarcações deverão utilizar exclusivamente as rotas autorizadas pelo Irã para transitar pelo Estreito de Ormuz. Desvios para trajetos alternativos não serão aceitos e poderão resultar em medidas para impedir a passagem, atribuindo aos próprios navios a responsabilidade por eventuais incidentes decorrentes do descumprimento dessas diretrizes. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.