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29/Jun/2026

Dólar em baixa acompanhando exterior e petróleo

O dólar à encerrou o pregão de sexta-feira (26/06) em leve queda ante o Real, em movimento alinhado ao recuo da moeda norte-americana frente a outras divisas no exterior, em meio à redução das apostas de alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e ao alívio nas cotações do petróleo. A moeda norte-americana fechou com baixa de 0,21%, cotada a R$ 5,16. No acumulado da semana passada, registrou leve alta de 0,10% e, no ano, queda de 5,82%. O Banco Central realizou operações simultâneas no mercado de câmbio, com venda de US$ 1 bilhão em moeda à vista e oferta de 20 mil contratos de swap cambial reverso, equivalentes a aproximadamente US$ 1 bilhão em valor nocional.

A atuação, conhecida como ‘operação casada’, não alterou de forma relevante a tendência do câmbio ao longo da sessão. No cenário internacional, o dólar perdeu força frente a moedas desenvolvidas como euro, libra esterlina e iene, além de divisas de países emergentes como peso mexicano, rand sul-africano e sol peruano. O movimento foi influenciado por dados recentes da economia dos Estados Unidos, que reduziram parcialmente as expectativas de elevação adicional dos juros pelo Federal Reserve. A queda do petróleo Brent, em torno de US$ 72,00 por barril, também contribuiu para o alívio das projeções inflacionárias globais, reduzindo pressões sobre a política monetária norte-americana.

No ambiente doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou taxa de desemprego de 5,6% no trimestre encerrado em maio, menor nível para o período na série histórica e abaixo do registrado no mesmo intervalo do ano anterior, quando estava em 6,2%. O Banco Central reportou déficit em transações correntes de US$ 3,185 bilhões em maio, abaixo das projeções de mercado, enquanto os investimentos diretos no país somaram US$ 7,974 bilhões, acima das expectativas. O conjunto dos dados reforça leitura de fluxo externo ainda positivo, embora com maior sensibilidade ao cenário global. O câmbio operou com volatilidade moderada, registrando máxima intradia de R$ 5,18 e mínima de R$ 5,15, antes de encerrar em leve ajuste de baixa. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.