29/Jun/2026
O Ministério da Fazenda inaugurou, na sexta-feira (26/06), a Adidância Tributária e Aduaneira do Brasil em Pequim, na China, ampliando a presença institucional do país no exterior em matéria fiscal e aduaneira. A unidade é a quinta representação do tipo mantida pelo Brasil fora do território nacional. A nova estrutura integra um processo iniciado em 2023 pela Receita Federal e se soma às adidâncias já instaladas em Washington, nos Estados Unidos, Buenos Aires, na Argentina, Assunção, no Paraguai, e Montevidéu, no Uruguai. Segundo o Ministério da Fazenda, a criação do posto reflete o aumento do fluxo comercial entre Brasil e China, principal parceiro comercial do país desde 2009, com intercâmbio superior a US$ 150 bilhões anuais, concentrado principalmente em commodities como soja, minério de ferro e petróleo.
A adidância funcionará como unidade avançada da Receita Federal em território chinês, com atuação de um auditor-fiscal designado como adido, responsável por interlocução direta com autoridades locais em temas tributários e aduaneiros. A iniciativa tem como objetivo ampliar a cooperação técnica entre os dois países, com foco na simplificação de procedimentos, redução de barreiras não tarifárias e diminuição de entraves aduaneiros e exigências técnicas enfrentadas por exportadores brasileiros. O governo avalia que a estrutura pode contribuir para reduzir custos operacionais e o tempo de liberação de mercadorias, além de fortalecer mecanismos de diálogo institucional e ampliar a previsibilidade regulatória nas relações comerciais bilaterais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.