29/Jun/2026
De acordo com os dados mensais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados na sexta-feira (26/06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio. Em igual período de 2025, a taxa de desemprego estava em 6,2%. No trimestre móvel até abril, a taxa de desocupação estava em 5,8%. A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.726,00 no trimestre encerrado em maio. O resultado representa alta de 4,0% em relação ao mesmo trimestre de 2025. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 377,7 bilhões no trimestre encerrado em maio, alta de 4,8% ante igual período do ano passado. Na comparação com o trimestre terminado em fevereiro, a massa de renda real caiu 0,3%, com R$ 1,183 bilhão a menos.
O trimestre encerrado em maio mostrou uma abertura de 83 mil vagas com carteira assinada no setor privado em relação ao trimestre encerrado em fevereiro. Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, 334 mil vagas foram criadas no setor privado. O total de pessoas com carteira assinada no setor privado foi de 39,303 milhões de trabalhadores no trimestre até maio, enquanto os sem carteira assinada somaram 13,439 milhões de pessoas, 148 mil a mais do que no trimestre anterior. Em relação ao trimestre até maio de 2025, foram criadas 4 mil vagas sem carteira no setor privado. O trabalho por conta própria perdeu 107 mil pessoas em um trimestre, para um total de 26,001 milhões de trabalhadores.
O resultado representa 368 mil pessoas a mais trabalhando nesta condição na comparação com o mesmo período do ano anterior. O número de empregadores aumentou em 33 mil em um trimestre, para 4,242 milhões de pessoas. Em relação a maio de 2025, o total de empregadores cresceu em 1,8%, número que representa um aumento de 77 mil empregadores. O País teve uma queda de 73 mil pessoas no trabalho doméstico em um trimestre, para um total de 5,417 milhões de pessoas. O resultado representa queda de 328 mil trabalhadores ante o mesmo trimestre do ano anterior. O setor público teve 450 mil pessoas a mais no trimestre terminado em maio ante o trimestre encerrado em fevereiro, para um total de 13,071 milhões de ocupados. Na comparação com o trimestre até maio de 2025, foram abertas 350 mil vagas.
O País registrou crescimento de 558 mil vagas no mercado de trabalho em apenas um trimestre. A população ocupada ficou em 102,703 milhões de pessoas no trimestre encerrado em maio de 2026. Em um ano, esse contingente aumentou em 840 mil pessoas. A população desocupada diminuiu em 178 mil pessoas em um trimestre, totalizando 6,065 milhões de desempregados no trimestre até maio. Em um ano, 624 mil pessoas deixaram o desemprego. A população inativa somou 108,768 milhões de pessoas no trimestre encerrado em maio, 381 mil inativos a mais que no trimestre anterior. Em um ano, houve aumento de 216 mil pessoas. O nível da ocupação (porcentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) passou de 58,4% no trimestre encerrado em fevereiro para 58,6% no trimestre até maio. No trimestre terminado em maio de 2025, o nível da ocupação era de 58,6%.
A taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas ficou em 4,0% no trimestre até maio de 2026, ante 4,3% no trimestre até fevereiro. Em todo o Brasil, há 4,14 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas. O indicador inclui as pessoas ocupadas com uma jornada inferior a 40 horas semanais que gostariam de trabalhar por um período maior. Na passagem do trimestre até fevereiro para o trimestre até maio, houve um recuo de 251 mil pessoas na população nessa condição. O País tem 490 mil pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas a menos em um ano. O Brasil registrou uma taxa de informalidade de 37,3% no mercado de trabalho no trimestre até maio. O Brasil alcançou 38,296 milhões de trabalhadores atuando na informalidade no período.
Em um trimestre, mais pessoas passaram a atuar como trabalhadores informais: houve crescimento de 29 mil trabalhadores nesta situação no período. O Brasil registrou 2,442 milhões de pessoas em situação de desalento no trimestre encerrado em maio. O resultado significa 277 mil desalentados a menos em relação ao trimestre encerrado em fevereiro, um recuo de 10,2%. Em um ano, 416 mil pessoas deixaram a situação de desalento, baixa de 14,6%. A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.
No trimestre terminado em maio, faltou trabalho para 15,132 milhões de pessoas no País. A taxa composta de subutilização da força de trabalho diminuiu de 14,1% no trimestre até fevereiro para 13,3% no trimestre até maio. O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar. No trimestre até maio de 2025, a taxa de subutilização da força de trabalho estava em 14,9%. A população subutilizada caiu 5,7% ante o trimestre até fevereiro, 920 mil pessoas a menos. Em relação ao trimestre até maio de 2025, houve um recuo de 11,3%, menos 1,931 milhão de pessoas. A taxa de desemprego no País ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, o menor resultado para um mês de maio em toda a série histórica iniciada em 2012.
O nível de ocupação, por sua vez, se aproxima do pico histórico, registrado em novembro de 2013. A taxa de ocupação avançou 0,2% em relação ao trimestre encerrado em fevereiro e chegou a 58,6%. O pico histórico do nível de ocupação, de 59%, foi registrado em novembro de 2013, mantendo-se como referência tanto na série geral quanto nos trimestres comparáveis. Ainda assim, olhando para grupos de atividade, muitos não apresentaram variações em relação à população ocupada. A indústria não teve variação em relação ao trimestre anterior nem em relação ao ano anterior. A agricultura se manteve estável, mas, quando comparada com o ano anterior, teve um aumento de 3,7%. Em transporte, armazenagem e correio, houve aumento de 3%. Em relação à informalidade, no trimestre encerrado em maio, o Brasil tinha 38,3 milhões de trabalhadores informais (ou 37,3% da população ocupada).
O menor resultado desse indicador em toda a série foi registrado em junho de 2020, com 36,6 milhões de trabalhadores informais. Em relação aos desalentados (2,4 milhões), ou seja, pessoas que não acreditam na potencialidade do mercado, a trajetória indica que o País se encaminha para o menor patamar da série, registrado em 2014 (1,4%). A força de trabalho potencial do Brasil vem diminuindo com “bastante vigor”. O nível registrado no trimestre encerrado em maio foi de 4,9 milhões. Dentro desse grupo, os desalentados somam 2,4 milhões, enquanto os não desalentados totalizam 2,5 milhões. Somando os desocupados mais aqueles que trabalham menos horas que gostariam por semana, e aqueles que estão na força de trabalho potencial, o contingente é de 15,1 milhões, no mínimo da série histórica iniciada em 2012. O menor valor antes disso tinha sido em agosto de 2014, com 15,144 milhões. No trimestre, a população na força de trabalho aumentou em 381 mil pessoas, puxada principalmente pela alta da população ocupada, que subiu 0,5%, com acréscimo de 551 mil pessoas no trimestre.
A população desocupada ficou estável, em 6,1 milhões. A população fora da força de trabalho também não variou, permanecendo em 66,5 milhões. Os dados mostram ainda que a população em idade de trabalhar cresceu 0,2% no trimestre, aumento de mais de 324 mil pessoas na comparação com o período imediatamente anterior. O número se deu em razão de pessoas que passaram a ter 14 anos. O contingente em idade de trabalhar chegou a 175,3 milhões e se divide entre os que estão na força de trabalho (ocupados e desocupados) e os que estão fora dela. Nesse último grupo, entram os desalentados e os potencialmente ligados à força de trabalho, além de pessoas efetivamente fora, como aposentados e jovens que apenas estudam, que representam 38% do total de 175 milhões. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.