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29/Jun/2026

Brasil recua em ranking global de competitividade

O Brasil caiu sete posições no Ranking Mundial de Competitividade de 2026, elaborado pelo International Institute for Management Development (IMD) em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC), passando a ocupar a 65ª colocação entre 70 economias avaliadas. O País ficou à frente apenas de Botsuana, Mongólia, Nigéria, Namíbia e Venezuela e apresentou o pior desempenho entre as principais economias da América Latina. Na comparação regional, Chile (43º), Porto Rico (52º), Argentina (58º), Colômbia (59º), Peru (60º) e México (62º) obtiveram posições superiores à do Brasil. O levantamento aponta desempenho relativamente favorável em indicadores relacionados à atração de investimento estrangeiro e à geração de energia renovável. Por outro lado, o País apresentou um dos piores resultados no indicador de eficiência governamental, ocupando a 69ª posição entre as 70 economias analisadas.

O ranking evidencia desafios estruturais associados à competitividade da economia brasileira, especialmente nas áreas de gestão pública, educação, infraestrutura e produtividade. Dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) mostram que a produtividade medida pelas horas efetivamente trabalhadas recuou 0,5% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025. O estudo também destaca a diferença de trajetória entre o Brasil e economias asiáticas como China e Coreia do Sul, que ao longo das últimas décadas ampliaram investimentos em educação, infraestrutura e inovação, refletindo ganhos de produtividade e aumento da renda per capita. Embora o Brasil apresente posição relativamente melhor em alguns indicadores de desempenho econômico, o resultado geral permanece distante das economias mais competitivas.

A Suíça, por exemplo, ocupa a terceira posição no ranking global, atrás apenas de Singapura e Hong Kong, combinando elevada eficiência governamental, infraestrutura desenvolvida e renda per capita significativamente superior à brasileira. Segundo a análise, o crescimento econômico brasileiro continua baseado em fatores conjunturais, enquanto reformas estruturais voltadas ao aumento da produtividade, da competitividade e da capacidade de investimento permanecem entre os principais desafios para a economia. O editorial também ressalta que propostas de mudanças nas regras da jornada de trabalho, como o fim da escala 6x1, ocorrem em um contexto de baixa produtividade da economia brasileira, diferentemente do observado em países desenvolvidos, onde jornadas menores foram precedidas por elevados ganhos de eficiência.

Dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostram que, entre 1980 e 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita mundial avançou 675%, enquanto o indicador brasileiro cresceu 428% no mesmo período. O desempenho contrasta com o de economias asiáticas como Coreia do Sul, Taiwan e Singapura, que registraram avanços suficientes para superar a chamada armadilha da renda média. O levantamento reforça que a evolução da competitividade brasileira dependerá da adoção de políticas voltadas ao aumento da produtividade, da qualidade da educação, da modernização da infraestrutura e da melhoria do ambiente institucional, fatores considerados determinantes para elevar o potencial de crescimento econômico de longo prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.