26/Jun/2026
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) subiu 0,41% em junho, após ter avançado 0,62% em maio. Com o resultado, o IPCA-15 registrou um aumento de 3,45% no acumulado do ano. Em 12 meses, a alta foi de 4,80%, ante taxa de 4,64% até maio. A alta registrada em junho foi a taxa mais elevada para o mês desde 2022, quando registrou elevação de 0,69%. Em junho de 2025, o IPCA-15 tinha subido 0,29%. O resultado fez a taxa acumulada em 12 meses acelerar pelo terceiro mês seguido, rompendo, mais uma vez, o teto (de 4,5%) da meta de inflação perseguida pelo Banco Central. O acumulado em 12 meses registrado é o maior desde outubro de 2025, quando houve alta de 4,94%
Os preços de Alimentação e bebidas aumentaram 0,74% em junho, após alta de 1,38% em maio. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,16% para o IPCA-15, que subiu 0,41% no mês. Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 0,87% em junho, após ter avançado 1,73% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,40%, ante alta de 0,51% em maio. A alimentação no domicílio desacelerou o ritmo de alta, de 1,73% em maio para 0,87% em junho. Houve, nesta leitura, altas importantes em batata-inglesa (29,42%); tomate (17,27%) e feijão carioca (14,29%). Na outra ponta, puxaram a alimentação para baixo nesta leitura café moído (-3,69%) e frutas (-0,96%). A alimentação fora do domicílio também perdeu força nesta leitura, passando de 0,51% no IPCA-15 de maio para 0,40% agora.
Os preços de Transportes caíram 0,03% em junho, após queda de 0,33% em maio. O grupo deu uma contribuição negativa de 0,01% para o IPCA-15 de junho. Os preços de combustíveis tiveram queda de 1,22% em junho, após recuo de 1,47% no mês anterior. A gasolina caiu 0,73%, após ter registrado queda de 1,32% em maio, enquanto o etanol recuou 5,30% nesta leitura, após queda de 2,73% na última. A gasolina teve um impacto baixista de 0,04% para o IPCA, o maior vetor de baixa desta divulgação ao lado do etanol. Entre os combustíveis, apenas o gás veicular registrou alta (3,78%). As passagens aéreas tiveram alta de 7,24% no IPCA-15 de junho. O item representou, sozinho, um impacto de alta de 0,05% ao índice cheio. A alta das passagens aéreas impediu uma queda maior no grupo Transportes. Além das passagens aéreas, também houve alta, dentro de Transportes, em ônibus urbano (1,18%); automóvel novo (0,42%).
Os gastos das famílias brasileiras com Habitação desaceleraram o ritmo de alta, de 1,03% em maio para 0,72% em junho. Ainda assim, o grupo teve o segundo maior impacto sobre o índice como um todo, de 0,11%, atrás apenas de alimentação e bebidas (0,16%). A energia elétrica residencial teve alta de 2,04% no mês, respondendo individualmente por um impacto altista de 0,08% no índice cheio, o maior desta divulgação. Além da vigência da bandeira tarifária amarela, a alta reflete a incorporação de reajustes tarifários em Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Fortaleza (CE) e Salvador (BA).
O grupo Saúde e cuidados pessoas registrou alta de 0,47% no IPCA-15 de junho, o que refletiu em um impacto altista de 0,06% ao índice cheio, o terceiro maior desta divulgação, atrás apenas de Alimentação e bebidas (0,16%) e Habitação (0,11%). Em Saúde e cuidados pessoais, as maiores altas partiram de higiene pessoal (1,03%); perfume (2,22%) e plano de saúde (0,35%). No caso de plano de saúde, a variação refletiu a incorporação do reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), vigente desde o início de maio.
Sete dos nove grupos de produtos e serviços que integram o IPCA-15 registraram altas de preços em junho. As únicas variações negativas aconteceram em Transportes, recuo de 0,03% e Educação (-0,02%). Os aumentos foram registrados em Alimentação e bebidas, alta de 0,74%, impacto de 0,16%; Habitação, alta de 0,72% e impacto de 0,11%; Saúde e cuidados pessoais, alta de 0,47% e impacto de 0,06%; Despesas pessoais, alta de 0,34% e impacto de 0,04%; Vestuário, elevação de 0,45% e impacto de 0,02%; Comunicação, alta de 0,34%, com impacto de 0,02% e Artigos de Residência, alta de 0,36% e impacto de 0,01%. O resultado geral do IPCA-15 em maio foi decorrente de altas de preços em todas as 11 regiões pesquisadas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.