ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

26/Jun/2026

Intenção de Consumo das Famílias avança em junho

Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) avançou 0,1% em junho, marcando a oitava alta consecutiva do indicador. Apesar da continuidade do movimento positivo, o ritmo foi o mais fraco desde novembro, quando teve início a sequência de ganhos, após alta de 1,6% em maio. Com o resultado, o índice atingiu 105,5 pontos, renovando o maior nível ajustado desde março de 2015. O desempenho indica manutenção da trajetória de recuperação, ainda que com perda de intensidade no avanço da confiança das famílias. A desaceleração está associada ao aumento da cautela em relação às perspectivas do mercado de trabalho.

O componente de Perspectiva Profissional recuou 0,2% pelo segundo mês seguido e acumula queda de 6,3% em 12 meses, em um cenário relacionado a leves altas recentes na taxa de desocupação. Em contrapartida, a percepção sobre o mercado de trabalho atual permanece favorável. O componente Emprego Atual avançou 0,2% no mês e acumula alta de 1,8% em 12 meses. Cerca de 42,2% das famílias ainda avaliam o momento como mais seguro para inserção no mercado de trabalho, indicando percepção positiva no curto prazo, apesar de maior cautela futura. O nível de consumo atual segue abaixo da linha de satisfação de 100 pontos, registrando 92,8, o que reflete a influência de juros elevados sobre a decisão de consumo das famílias.

Ainda assim, a perspectiva de consumo para os próximos meses avançou 0,5% em junho, com alta de 2,9% na comparação anual, sustentada por sinais de desinflação e expectativa de redução da taxa Selic. O destaque do período foi a intenção de compra de bens duráveis, favorecida pela queda de preços em determinados segmentos. Em maio, esses bens registraram deflação de 0,08%, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,58%. Em 12 meses, a inflação de duráveis ficou em 0,78%, abaixo dos 4,72% do índice geral. Nesse contexto, o indicador de momento para compra de bens duráveis avançou 1,2% no mês e acumulou alta de 20,3% em relação a junho do ano anterior. O movimento reflete a percepção das famílias de maior oportunidade de compra diante da queda recente de preços e de fatores externos de instabilidade.

Na abertura por faixa de renda, o índice geral da ICF apresentou alta de 3,2% em relação a junho de 2025, com destaque para as famílias de menor renda, que avançaram 3,6% no período. Esse grupo, contudo, registrou queda de 0,1% no mês, interrompendo sequência de sete altas, influenciado por recuo de 0,6% na perspectiva profissional. Entre as famílias com renda acima de 10 salários-mínimos, houve alta mensal de 0,5%, com melhora na percepção sobre o mercado de trabalho e maior otimismo em relação ao cenário econômico. O conjunto dos dados indica um ambiente de consumo ainda sustentado pelo emprego atual e pela desaceleração da inflação em alguns segmentos, mas com sinais de maior cautela quanto às perspectivas futuras de renda e ocupação. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.