26/Jun/2026
A mobilização de recursos privados será determinante para o alcance da meta global de financiar ações climáticas em países em desenvolvimento. A avaliação foi apresentada pela direção da COP30, que defende uma aceleração dos investimentos para viabilizar a meta de US$ 1,3 trilhão anuais em financiamento climático até 2035. O tema foi debatido durante evento promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), realizado no contexto da London Climate Week. Segundo a organização da COP30, a implementação dos compromissos climáticos exige atuação conjunta de governos, instituições financeiras e empresas privadas.
Apesar dos avanços na incorporação da agenda climática às políticas econômicas nacionais, os recursos atualmente disponíveis permanecem abaixo do necessário para cumprir os objetivos estabelecidos internacionalmente. Dados divulgados pelo Climate Policy Initiative (CPI) mostram que o financiamento climático destinado a economias emergentes e em desenvolvimento alcançou US$ 196 bilhões em 2023, considerando as informações mais recentes disponíveis. Desse total, 78% dos recursos tiveram origem no setor público, evidenciando a limitada participação do capital privado na estrutura atual de financiamento.
A diferença entre o volume atualmente mobilizado e a meta de US$ 1,3 trilhão anuais reforça o desafio de ampliar o fluxo de investimentos privados para projetos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. A avaliação é de que o engajamento empresarial será indispensável para reduzir essa lacuna financeira nos próximos anos. Outro ponto destacado é o elevado custo de capital enfrentado por países em desenvolvimento, considerado uma das principais barreiras para a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que representam os compromissos assumidos por cada país para reduzir emissões de gases de efeito estufa e fortalecer ações de adaptação climática.
Nesse contexto, a prioridade passa pela transformação das metas climáticas em projetos efetivos de investimento, capazes de atrair recursos internacionais e acelerar a execução das estratégias nacionais. A avaliação é de que, embora os países em desenvolvimento tenham incorporado a agenda climática em seus planejamentos econômicos, o cumprimento das metas dependerá da ampliação dos investimentos provenientes de economias com maior capacidade financeira. As discussões reforçam a expectativa de que a COP30, prevista para ocorrer no Brasil, tenha papel relevante na construção de mecanismos capazes de ampliar a participação do setor privado e fortalecer o financiamento climático global nos próximos anos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.