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25/Jun/2026

Dólar avança acompanhando movimento externo

O dólar encerrou a sessão desta quarta-feira (24/06) em alta frente ao Real, acompanhando o fortalecimento da moeda norte-americana nos mercados internacionais e a continuidade do movimento de busca por ativos considerados mais seguros. O dólar fechou com valorização de 0,28%, cotado a R$ 5,20, maior nível de fechamento desde 30 de março, quando havia encerrado a R$ 5,24. Apesar da alta recente, a moeda norte-americana ainda acumula desvalorização de 5,25% frente ao Real em 2026.

O movimento refletiu a demanda global por dólares e títulos do Tesouro dos Estados Unidos, em um ambiente de maior cautela dos investidores diante das perspectivas para a política monetária norte-americana e das preocupações relacionadas aos investimentos das grandes empresas de tecnologia em inteligência artificial. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, avançou 0,22%, para 101,610 pontos. A valorização da moeda norte-americana foi observada também frente a diversas moedas de países emergentes, incluindo Real, peso mexicano, peso chileno e sol peruano.

Além do cenário externo, os investidores avaliaram perspectivas de redução do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. O mercado considera a possibilidade de manutenção de juros mais elevados pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em 2026, ao mesmo tempo em que o Banco Central do Brasil poderá iniciar um ciclo de flexibilização monetária após a Selic atingir 14,25% ao ano. Esse cenário tende a reduzir a atratividade relativa dos ativos brasileiros para investidores estrangeiros.

Durante o pregão, o dólar atingiu máxima de R$ 5,22, refletindo o fortalecimento da moeda norte-americana no exterior. As operações de rolagem de contratos de swap cambial realizadas pelo Banco Central não provocaram impacto relevante sobre as cotações. Dados do Banco Central mostraram ingresso líquido de US$ 8,196 bilhões no País em junho até o dia 19, resultado sustentado principalmente pela forte entrada de recursos observada na semana anterior. Apesar do fluxo positivo, o ambiente internacional continuou sendo o principal fator determinante para o comportamento do câmbio. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.