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25/Jun/2026

Seguros: cooperação para enfrentar clima extremo

O mercado segurador e órgãos reguladores avaliam a necessidade de intensificação da cooperação institucional para enfrentar os impactos crescentes das mudanças climáticas, diante do aumento da frequência de eventos extremos e das perdas econômicas associadas. No Brasil, estudo elaborado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) em parceria com a consultoria Ernst & Young (EY) aponta que 67 eventos climáticos relevantes resultaram em perdas econômicas estimadas em R$ 184 bilhões.

Apesar da magnitude dos prejuízos, apenas cerca de 9% desse total contam com cobertura de seguros, percentual significativamente inferior ao observado em economias desenvolvidas. O cenário evidencia uma lacuna relevante de proteção financeira contra desastres climáticos, com impacto direto sobre a resiliência de empresas, governos locais e infraestrutura. Especialistas do setor apontam que a atuação das seguradoras deve ir além da indenização, incluindo também mecanismos de prevenção e gestão de risco climático, com uso de modelagens e análise de dados históricos e projetivos.

Entre as iniciativas em andamento, há exemplos de parcerias entre entidades do setor segurador e governos locais voltadas ao compartilhamento de informações para mitigação de perdas associadas a eventos extremos. Estudos indicam que, em grandes centros urbanos, desastres naturais podem gerar prejuízos bilionários, reforçando a necessidade de políticas preventivas integradas. Organizações internacionais e especialistas em financiamento sustentável avaliam que os dados atualmente disponíveis ainda subestimam parte relevante dos riscos climáticos, o que limita a precisão dos modelos utilizados por instituições financeiras e seguradoras.

Há também o entendimento de que os riscos não são plenamente capturados nas análises tradicionais, ampliando a exposição sistêmica. No debate internacional, destaca-se a defesa de uma abordagem colaborativa entre setor financeiro, reguladores e demais agentes econômicos, com foco em adaptação estrutural aos impactos das mudanças climáticas, dado que os efeitos tendem a se intensificar sem respostas coordenadas entre os diferentes elos do sistema. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.