25/Jun/2026
O estoque de vínculos formais de trabalho no Brasil atingiu 62,2 milhões em fevereiro de 2026, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) Mensalizada, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado representa alta de 3,6% em relação a fevereiro de 2025, equivalente a um aumento de 2,17 milhões de vínculos no período. Do total, 48 milhões correspondem a trabalhadores celetistas e 13,8 milhões a agentes públicos, grupo que inclui servidores estatutários, contratados por tempo determinado e ocupantes de cargos em comissão. Na comparação anual, os vínculos celetistas cresceram 2,2%, com acréscimo de 1,04 milhão de postos, enquanto os vínculos de agentes públicos avançaram 8,6%, com aumento de 1,09 milhão.
Na comparação com dezembro de 2025, o estoque total de empregos formais aumentou 2,3%, com acréscimo de 1,39 milhão de vínculos. O principal impulso veio do segmento de agentes públicos, que passou de 12,8 milhões para 13,8 milhões no período, alta de 7,81%. Segundo o levantamento, dos 1 milhão de novos vínculos nesse grupo, 886,9 mil correspondem a contratações temporárias realizadas nos dois primeiros meses de 2026. Entre os celetistas, o crescimento foi de 0,81%, com avanço de 47,6 milhões para 48 milhões de vínculos. Regionalmente, os maiores crescimentos proporcionais foram registrados no Norte (4,16%), Nordeste (3,27%) e Centro-Oeste (2,70%). Em termos absolutos, os destaques foram Minas Gerais, com aumento de 271,2 mil vínculos, e São Paulo, com acréscimo de 148,5 mil postos de trabalho.
A análise por perfil mostra maior crescimento da participação feminina no mercado formal. O número de vínculos ocupados por mulheres chegou a 28,6 milhões, alta de 4,7% em 12 meses, enquanto entre os homens o avanço foi de 2,7%, totalizando 33,5 milhões. Com isso, a participação feminina no emprego formal passou de 45,6% para 46,1%. Por recortes de raça e etnia, os maiores crescimentos relativos foram observados entre indígenas (9,7%), pretos (8,6%) e pardos (7,5%), acima da expansão registrada entre trabalhadores brancos (2,7%). Na faixa etária, o destaque foi o grupo de 18 a 24 anos, com aumento de 1,21 milhão de vínculos e alta de 18,9% em 12 meses. Os dados de remuneração indicam massa salarial de R$ 240,7 bilhões em dezembro de 2025, com crescimento de 2,1% frente a janeiro do mesmo ano.
A remuneração média mensal ficou em R$ 4.369 em dezembro de 2025, ante R$ 4.208,6 em fevereiro, alta de 3,8% no período. O setor de serviços respondeu pela maior fatia da massa salarial, com cerca de R$ 155 bilhões. O Ministério do Trabalho e Emprego informou a identificação de inconsistências nos registros de remuneração enviados pelos empregadores. Apesar do aumento do estoque total de vínculos formais, houve redução no número de vínculos com remuneração válida, de 55,26 milhões para 53,53 milhões, levando à decisão de limitar a divulgação dos dados salariais até dezembro de 2025 e aprofundar a análise das informações antes da próxima atualização da RAIS Mensalizada. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.