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25/Jun/2026

Brasil: Pesquisa Industrial Anual – Empresa/IBGE

Segundo a Pesquisa Industrial Anual – Empresa (PIA-Empresa), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria brasileira reuniu 358,4 mil empresas em 2024, com 8,7 milhões de pessoas ocupadas e geração de R$ 6,8 trilhões em receita líquida de vendas. O levantamento também aponta pagamento de R$ 481,1 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações no período. O valor de transformação industrial (VTI) atingiu R$ 2,6 trilhões, sendo 88,8% concentrados na indústria de transformação. Em relação ao ano anterior, houve redução de 18,3 mil empresas, mas aumento de R$ 300 bilhões no VTI, indicando maior concentração e ganho de escala na atividade industrial. A receita bruta total do setor somou R$ 8,8 trilhões em 2024, sendo R$ 7,4 trilhões provenientes da venda de produtos e serviços industriais, R$ 695,9 bilhões de revenda e serviços não industriais e R$ 706 bilhões de outras receitas. A receita líquida de vendas foi calculada após deduções de impostos sobre vendas, cancelamentos e descontos incondicionais.

O levantamento mostra forte concentração de faturamento nas empresas de maior porte. Companhias com 500 ou mais empregados responderam por R$ 4,6 trilhões, equivalentes a 67,9% da receita líquida total. As médias empresas representaram 17,4%, as pequenas 8,7% e as microempresas 6,1%. Na estrutura produtiva, as indústrias de transformação responderam por 92,9% da receita líquida de vendas. Entre os segmentos, destacam-se a fabricação de produtos alimentícios, com 23% de participação, seguida por coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (10,1%), produtos químicos (9,2%), veículos automotores (8,9%) e metalurgia (6,4%). No mercado de trabalho, a indústria de transformação concentrou 97,1% dos ocupados, com destaque para a fabricação de produtos alimentícios, que empregou 2,1 milhões de pessoas. O salário médio no setor industrial foi equivalente a 3 salários-mínimos, com variação de 5,4 salários nas indústrias extrativas e 2,9 salários nas de transformação. Entre os destaques de remuneração, a extração de petróleo e gás natural registrou média de 17,5 salários-mínimos.

Na indústria de transformação, a fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis alcançou 7,9 salários-mínimos. A produtividade do trabalho, medida pelo VTI por pessoa ocupada, ficou em R$ 299,3 mil em 2024. Nas indústrias extrativas, o indicador chegou a R$ 1,2 milhão, enquanto nas de transformação foi de R$ 273,6 mil. A extração de petróleo e gás natural liderou com R$ 13,3 milhões por trabalhador. O estudo também indica concentração de mercado, com 20,2% do VTI concentrado nas oito maiores empresas. O índice foi de 50,1% nas indústrias extrativas e 20,4% nas de transformação. A Região Sudeste respondeu por 60,3% do VTI industrial, com destaque para São Paulo (34,5%), Rio de Janeiro (12,8%) e Minas Gerais (10,8%). Em 18 das 27 Unidades da Federação, a fabricação de produtos alimentícios foi a principal atividade em termos de valor de transformação industrial. A receita líquida de vendas da indústria brasileira somou R$ 5,3 trilhões em 2024, associada à produção de cerca de 3,4 mil produtos e serviços industriais em mais de 42 mil unidades locais.

O estudo investigou unidades vinculadas a aproximadamente 34,8 mil empresas e detalha a estrutura produtiva do País a partir dos itens que mais geram faturamento. Pelo terceiro ano consecutivo, o petróleo liderou o ranking de produtos industriais, com R$ 278,2 bilhões em receita líquida de vendas, o equivalente a 5,3% do total nacional. Em seguida aparecem minérios de ferro e seus concentrados, com R$ 159,5 bilhões (3% do total), e o óleo diesel, com R$ 149,8 bilhões (2,8% do total). Também tiveram destaque, pela participação no total, as carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, representando 2% do total, e a gasolina automotiva ou para outros usos, exceto para aviação, com 1,7%. O levantamento mostra que a receita industrial está concentrada em poucos itens. Os dez principais produtos responderam por 20,9% da receita líquida de vendas em 2024. O dado reforça o peso de segmentos ligados a petróleo, mineração e alimentos na composição do faturamento industrial.

Na distribuição regional, o Sudeste concentrou 55,3% da receita líquida de vendas da indústria em 2024. O IBGE atribui esse resultado, entre outros fatores, à presença das maiores bacias petrolíferas do País, de refinarias e do quadrilátero ferrífero em Minas Gerais. Apenas três produtos (óleo bruto de petróleo, óleo diesel e minério de ferro) representaram 15,1% da receita da Região Sudeste no ano. Dentro da região, os óleos brutos de petróleo responderam por 9,2% da receita do Sudeste, enquanto o óleo diesel representou 3% e os minérios de ferro, 2,9%. A Região Sul ficou em segundo lugar, com 20,5% da receita, puxada por óleo diesel (3,3%), carnes e miudezas de aves congeladas (3,0%) e fertilizantes NPK (2,1%). A Região Nordeste respondeu por 9,8% da receita industrial, com liderança de óleo diesel (4,5%) e gasolina automotiva (3,1%). Na Região Norte, que teve 7,4% de participação, houve forte concentração na extração de minerais metálicos (18,2%), além de carnes bovinas (5,3%) e telefones celulares (5,2%). A Região Centro-Oeste, com 6,9% da receita, teve destaque para itens da agroindústria, como carnes de bovinos (11,4%), derivados da soja (6,1%) e etanol (5,6%). Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.