25/Jun/2026
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), apurado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), apresentou estabilidade em junho, com recuo de 0,1 ponto em relação a maio, encerrando o mês em 88,7 pontos. Na média móvel trimestral, o indicador avançou 0,2 ponto, alcançando 88,9 pontos. O resultado reflete a combinação entre uma piora das expectativas para os próximos meses e uma melhora na avaliação da situação atual das famílias. Segundo a FGV IBRE, a percepção mais favorável sobre as condições financeiras presentes foi suficiente para compensar parcialmente o aumento do pessimismo em relação ao futuro. Os dados mostram comportamentos distintos entre os componentes do indicador.
O Índice de Expectativas (IE) recuou 0,9 ponto, para 90,4 pontos, enquanto o Índice de Situação Atual (ISA) avançou 0,9 ponto, atingindo 87,0 pontos. Trata-se da terceira alta consecutiva do ISA, que alcançou o maior nível desde outubro de 2014, quando registrou 88,0 pontos. Entre os componentes relacionados às expectativas, o indicador de intenção de compra de bens duráveis apresentou queda de 3,0 pontos, para 80,0 pontos. Já o indicador que mede a percepção sobre a situação financeira futura das famílias recuou 1,7 ponto, para 87,7 pontos. No grupo de indicadores ligados à avaliação do momento atual, a percepção da situação financeira das famílias avançou 2,3 pontos, alcançando 79,0 pontos. O indicador de situação econômica local futura registrou alta de 2,4 pontos, para 105,3 pontos.
Em contrapartida, a avaliação da situação econômica local atual apresentou leve recuo de 0,4 ponto, para 95,4 pontos. A manutenção de um mercado de trabalho resiliente e medidas voltadas ao alívio do endividamento das famílias continuam contribuindo para uma percepção mais favorável das condições atuais. No entanto, esses fatores ainda não foram suficientes para reverter o aumento do pessimismo em relação ao cenário futuro. A sondagem também revelou diferenças entre as faixas de renda. A confiança aumentou entre os consumidores de menor renda, enquanto as famílias com rendimento mensal a partir de R$ 4.800,01 registraram redução na confiança em junho. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.