24/Jun/2026
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não enviar representantes do corpo diplomático e comercial à audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), marcada para 6 de julho, que discutirá a possível adoção de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Segundo fontes do governo, a avaliação é de que o encontro tem como objetivo ouvir entidades privadas e organizações potencialmente afetadas pelas medidas, enquanto as negociações formais entre os dois países seguem concentradas em um grupo de trabalho bilateral.
O mecanismo foi criado após encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado em maio. O grupo é liderado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, com participação de autoridades diplomáticas dos dois países. O governo brasileiro deve participar de novas rodadas de reuniões até meados de julho, prazo em que os Estados Unidos devem decidir sobre a aplicação das tarifas. As tratativas incluem reuniões presenciais, encontros virtuais e envio de manifestações formais ao longo do processo.
A decisão de não comparecer à audiência é apresentada pelo governo como alinhada à prática diplomática, com a avaliação de que negociações entre Estados não ocorrem em fóruns públicos dessa natureza. A maior parte dos países também não participa de audiências semelhantes promovidas pelo USTR. As tarifas em discussão incluem uma proposta de 25% sobre produtos brasileiros, associada a alegações de práticas comerciais consideradas desleais, e outra de 12,5% aplicada de forma mais ampla a diversos países, relacionada a regras sobre trabalho forçado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.