24/Jun/2026
Uma fonte militar com conhecimento da situação informou que o Irã passou a autorizar apenas um número limitado de embarcações por dia no Estreito de Ormuz, com base em coordenações envolvendo a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica. O volume de travessias permitidas varia diariamente, de acordo com as condições operacionais e de segurança. O fluxo de navegação no Estreito teria sido reduzido após episódios de tensões regionais envolvendo Israel e Estados Unidos, com impacto sobre a emissão de autorizações para passagem de embarcações em determinados períodos recentes.
Nesse intervalo, a circulação teria sido severamente restringida, com suspensão temporária de permissões em dias específicos. O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas globais de transporte de petróleo e derivados, o que torna qualquer limitação de tráfego um fator de atenção para o comércio internacional e para o fluxo de energia. A medida, de caráter operacional e variável, reforça o controle sobre a navegação na região em meio a um ambiente de maior instabilidade geopolítica, com impactos potenciais sobre o comércio marítimo e cadeias globais de suprimento energético. Os navios estão se movimentando pelo estreito de Ormuz, mas não no ritmo observados antes da guerra.
A empresa de dados e análises Kpler afirmou que seu rastreamento confirmou a passagem de 131 navios pelo Estreito entre sexta-feira (19/06) e segunda-feira (22/06), incluindo 39 travessias na segunda-feira (22/06). Em contraste, cerca de 100 a 130 embarcações por dia faziam a travessia antes dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no final de fevereiro, e da resposta do Irã com seus próprios ataques e o fechamento efetivo da hidrovia. Como parte do acordo provisório entre Irã e Estados Unidos, o Irã afirmou que realizará trabalhos de desminagem em 30 dias e removerá os "obstáculos técnicos e militares" à navegação.
O principal negociador iraniano e presidente do parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, declarou à mídia estatal iraniana que o Irã administrará o Estreito de Ormuz de acordo com o direito marítimo internacional. A principal rota central do Estreito de Ormuz ainda tem minas e permanece fechada. Os navios têm utilizado a rota norte, menor, que atravessa águas iranianas, e a rota sul, que atravessa águas de Omã. Mas, a cautela ainda é evidente entre as muitas embarcações que seguem a rota prescrita pelo Irã ou tentam ocultar suas posições e identidades, mantendo seus transponders desligados. Fontes: Fars News e Associated Press. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.