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23/Jun/2026

Focus: nova revisão nas projeções para economia

INFLAÇÃO

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu de 5,30% para 5,33%. O indicador registra a 15ª alta semanal consecutiva e amplia a distância em relação ao teto do intervalo de tolerância da meta de inflação, fixado em 4,50%. O movimento reflete o aumento das incertezas associadas ao conflito no Oriente Médio. Para 2027, a projeção avançou de 4,10% para 4,15%, ante 4,01% observados um mês antes. As expectativas para horizontes mais longos também apresentaram revisão.

A projeção para o IPCA de 2028 aumentou de 3,68% para 3,70%, enquanto a estimativa para 2029 permanece estável em 3,50%, nível mantido há 42 semanas consecutivas. Para a inflação de curto prazo, projeções indicam que o IPCA deve acumular alta de 0,65% de junho a agosto deste ano. A projeção para junho segue em 0,32% e a estimativa para julho continua em 0,31%. Para agosto, oscilou de 0,03% para 0,02%. Há um mês, eram de 0,31%, 0,26% e 0,05%, respectivamente.

PIB

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 aumentou de 1,96% para 1,98%. A revisão representa a quinta elevação semanal consecutiva da estimativa, que um mês antes estava em 1,89%. Para 2027, a projeção permanece em 1,70% pela quarta semana consecutiva. A estimativa para o crescimento do PIB em 2028 permanece em 2,00% pela 119ª semana consecutiva, enquanto a estimativa para 2029 segue em 2,00% pela 66ª semana seguida.

JUROS

A projeção para a taxa Selic ao final de 2026 subiu de 13,75% para 14,00%. Há um mês, a expectativa era de 13,25%, refletindo uma revisão significativa das perspectivas para a política monetária diante do aumento das incertezas globais e da pressão exercida pela alta dos preços internacionais do petróleo. Para 2027, a previsão permanece em 12,00%, acima dos 11,25% observados há um mês. O ajuste das projeções ocorre em um ambiente de maior cautela em relação à trajetória da inflação.

A escalada das tensões no Oriente Médio e a valorização das cotações do petróleo aumentaram os riscos para os índices de preços, levando o mercado a rever a extensão do ciclo de afrouxamento monetário. Em 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) promoveu três reduções consecutivas de 0,25% na taxa básica de juros, levando a Selic para 14,25% ao ano. Para o final de 2028, a projeção para a Selic permanece em 10,25%, acima dos 10,00% observados há um mês. A expectativa para 2029 segue estável em 10,00%, patamar mantido pela sétima semana consecutiva.

DÓLAR

A projeção para a cotação do dólar ao final de 2026 permanece em R$ 5,20. Um mês antes, a estimativa era de R$ 5,17. Para 2027, a projeção avançou de R$ 5,25 para R$ 5,27. Há quatro semanas, a expectativa do mercado era de R$ 5,26. As estimativas para os anos seguintes permanecem inalteradas. A projeção para o dólar ao final de 2028 segue em R$ 5,30 pela quarta semana consecutiva, enquanto a expectativa para 2029 está mantida em R$ 5,40, mesmo patamar observado há um mês.

Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.