22/Jun/2026
Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o fenômeno climático El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e com efeitos globais sobre o regime de chuvas e temperaturas, já está em curso, com previsão de que seus impactos mais significativos na América do Sul comecem a ser sentidos a partir do fim de setembro. Há avaliações de especialistas que indicam a possibilidade de um evento classificado como super El Niño, com potencial para intensificar a ocorrência de eventos climáticos extremos, como tempestades mais intensas e períodos de estiagem fora do padrão.
No Brasil, cerca de 9 milhões de pessoas vivem em áreas classificadas como de risco, o que amplia a vulnerabilidade a desastres naturais associados ao fenômeno. Diante desse cenário, o governo federal estruturou um gabinete de emergência e prevê a destinação de aproximadamente R$ 3 bilhões para ações de mitigação de impactos climáticos. As medidas incluem reforço na prevenção e resposta a eventos extremos, com foco em regiões mais suscetíveis a secas, enchentes e queimadas. Uma das principais frentes de atuação é o combate a incêndios florestais, que tiveram grande intensidade no ciclo de El Niño de 2024, especialmente na Amazônia. Para 2026, estão previstos mais de 4,4 mil brigadistas federais distribuídos em 240 brigadas, além de 220 servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Recursos do Fundo Amazônia também foram direcionados para aquisição de equipamentos e capacitação de equipes de combate a incêndios na Amazônia Legal, no Cerrado e no Pantanal, com foco no aumento da capacidade operacional de resposta. O cenário de risco inclui maior preocupação com a intensificação de secas no semiárido e aumento de queimadas na Amazônia, que tendem a ser agravadas em períodos de El Niño mais intenso, ampliando pressões ambientais, sociais e operacionais sobre a gestão de desastres no País. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.