22/Jun/2026
Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o Fundo Garantidor de Comércio Exterior (FGCE) é considerado um instrumento estratégico para fortalecer, ampliar e diversificar as exportações brasileiras, especialmente por meio da redução dos riscos associados ao financiamento de operações de comércio exterior. Criado para estimular o acesso ao crédito, principalmente para pequenas e médias empresas, o FGCE dispõe de R$ 2,33 bilhões em garantias e pode cobrir até 60% do valor das operações de crédito destinadas à exportação, com limite de R$ 5,5 milhões por grupo empresarial. O mecanismo busca mitigar riscos inerentes às operações internacionais, como atrasos de pagamento, inadimplência e eventuais restrições ao recebimento de receitas no exterior. Com a proteção adicional oferecida pelo fundo, as instituições financeiras ampliam sua capacidade de concessão de crédito e reduzem a exposição a perdas potenciais.
A maior cobertura de risco tende a favorecer condições financeiras mais competitivas para os exportadores, incluindo taxas de juros mais baixas e prazos mais longos de financiamento. O instrumento também é visto como uma ferramenta para estimular a inserção de empresas brasileiras em novos mercados internacionais e contribuir para a diversificação da pauta exportadora nacional, ainda fortemente concentrada em commodities. O desenho atual do FGCE contempla operações vinculadas a linhas pré-embarque, incluindo Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC), capital de giro e Nota de Crédito à Exportação (NCE). A efetividade do mecanismo depende da existência de regras claras para elegibilidade das operações, avaliação de risco e acionamento das garantias, fatores considerados essenciais para a expansão sustentável do crédito ao comércio exterior. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.