22/Jun/2026
O Brasil registrou redução no contingente de jovens de 15 a 29 anos que não estudam, não trabalham e não frequentam cursos de qualificação profissional. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Educação 2026, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o País ainda possui 8,1 milhões de pessoas nessa condição, o equivalente a 17,5% da população dessa faixa etária, estimada em 46,6 milhões de jovens. O indicador apresentou queda de 4,9% em comparação com 2019, quando a proporção de jovens nessa situação alcançava 22,4%. O resultado representa o menor percentual observado nos últimos sete anos, evidenciando avanço gradual na inserção dos jovens em atividades educacionais, de qualificação ou no mercado de trabalho. Os dados mostram que 40,8% dos jovens entre 15 e 29 anos trabalham, mas não estudam nem realizam cursos de qualificação.
Outros 16,6% conciliam trabalho e estudo, enquanto 25% dedicam-se exclusivamente à educação ou à qualificação profissional. Apesar da melhora dos indicadores, o levantamento evidencia desigualdades relevantes entre diferentes grupos da população. Entre as mulheres, 22,8% encontram-se na condição de não estudar nem trabalhar, percentual significativamente superior aos 12,4% registrados entre os homens. A diferença está associada, em parte, à maior participação feminina em atividades domésticas não remuneradas e a interrupções na trajetória educacional relacionadas à maternidade. O recorte racial também demonstra disparidades. Entre jovens pretos e pardos, a taxa de pessoas que não estudam, não trabalham e não realizam qualificação profissional alcança 19,8%, superando em 5,8% o percentual observado entre jovens brancos, de 14,0%.
A redução do contingente de jovens sem ocupação ocorre em um contexto de maior absorção de mão de obra pelo mercado de trabalho. O avanço de 1,4% no grupo de jovens que apenas trabalham em relação a 2024 indica fortalecimento da demanda por trabalhadores, contribuindo para a diminuição da parcela considerada economicamente inativa. Especialistas apontam que o fortalecimento do ensino técnico e a maior adequação dos programas de formação profissional às necessidades do mercado de trabalho permanecem como fatores centrais para acelerar a inclusão produtiva da juventude. O tema ganha relevância diante da transição demográfica em curso no Brasil, marcada pela redução da taxa de natalidade e pelo envelhecimento da população, cenário que amplia a importância da qualificação da força de trabalho para sustentar ganhos de produtividade e crescimento econômico. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.