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22/Jun/2026

Estreito de Ormuz eleva tráfego com acordo EUA-Irã

O Estreito de Ormuz registrou retomada do fluxo marítimo comercial após a assinatura de um memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito na região. Segundo dados da AXSMarine, 25 embarcações comerciais realizaram a travessia da rota na quinta-feira (18/06), volume mais elevado desde 18 de abril. O número representa mais de cinco vezes a média diária observada nos dez primeiros dias de junho, sinalizando início de normalização das operações em uma das principais rotas globais de transporte de petróleo e derivados. Apesar da recuperação, o fluxo permanece significativamente abaixo dos níveis registrados antes do conflito, quando aproximadamente 110 embarcações cruzavam o estreito diariamente.

Em paralelo à retomada das operações, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irã anunciou novas regras para a navegação na região. As embarcações deverão apresentar solicitação formal de trânsito com antecedência mínima de 48 horas, incluindo todas as informações exigidas para autorização de passagem. As autoridades iranianas informaram que o procedimento tem como objetivo garantir maior segurança operacional e evitar congestionamentos ou atrasos nas entradas e saídas do estreito. Também foi estabelecida a obrigatoriedade de coordenação prévia de rotas e horários de passagem para cada embarcação, em razão dos riscos de segurança ainda existentes na região.

Como medida de estímulo à retomada do tráfego, o Irã anunciou que não cobrará taxas de passagem durante um período de 60 dias. Os custos relacionados a serviços de proteção, segurança, meio ambiente e respectivos seguros serão assumidos pelo governo iraniano durante esse intervalo. A evolução do fluxo em Ormuz continua sendo monitorada pelos mercados globais devido à relevância estratégica da rota para o comércio internacional de petróleo. A retomada gradual da navegação reduz parte dos riscos logísticos observados durante o conflito, mas o volume de tráfego ainda permanece distante dos padrões históricos registrados antes da escalada das tensões no Golfo Pérsico. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.