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19/Jun/2026

ESG: empresas mantêm relatórios após recuo da CVM

Mesmo após a decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de tornar facultativa a divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade a partir de 2027, empresas de capital aberto que já haviam antecipado a adoção do modelo decidiram manter a publicação dos chamados relatórios de sustentabilidade alinhados aos padrões internacionais IFRS S1 e S2, desenvolvidos pelo International Sustainability Standards Board (ISSB). Entre as companhias que confirmaram a continuidade da prática estão Vale, B3, Lojas Renner, Natura e Irani Papel e Embalagem. Essas empresas integram o grupo que já havia iniciado a adoção voluntária do modelo de reporte, algumas delas com publicação antecipada de dados referentes a exercícios anteriores, em linha com os padrões internacionais de divulgação de informações financeiras de sustentabilidade.

A decisão da CVM, formalizada por meio da Resolução CVM 244, retirou a obrigatoriedade prevista anteriormente para companhias abertas, que passaria a vigorar a partir do exercício iniciado em janeiro de 2026. Com a mudança, a divulgação passou a ser voluntária, mantendo-se, no entanto, a exigência de adesão integral aos padrões internacionais para aquelas empresas que optarem pelo reporte, dentro do modelo regulatório de “pratique ou explique”. O posicionamento regulatório preserva o alinhamento do mercado brasileiro aos padrões do ISSB, ao mesmo tempo em que flexibiliza a implementação com base em critérios de proporcionalidade, custos de observância e maturidade operacional das companhias.

A CVM também destacou que a medida decorre de processo de revisão regulatória com base em contribuições do mercado e em experiências internacionais. No ambiente corporativo e institucional, parte das empresas e entidades do mercado já havia avançado na implementação dos padrões, após o anúncio inicial da obrigatoriedade em 2023, quando o Brasil passou a ser referência global na adoção de normas internacionais de reporte ESG. A revisão regulatória gerou reações distintas entre agentes de mercado, com manifestações de entidades contábeis e de governança corporativa alertando para possível assimetria informacional em caso de adoção facultativa, enquanto instituições financeiras e associações do setor reforçaram a importância da transparência para avaliação de riscos e estratégias de longo prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.