ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

12/Jun/2026

Dólar recua com alívio das tensões geopolíticas

O dólar encerrou o pregão em forte queda frente ao Real nesta quinta-feira (11/06), refletindo a redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o cancelamento de ataques militares que estavam previstos contra o Irã e sinalizar a existência de um acordo entre os dois países para encerrar as hostilidades. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,10, com recuo de 1,40%. Com o resultado, as perdas acumuladas em 2026 alcançaram 7,09% frente ao Real. O movimento observado no mercado doméstico acompanhou a tendência de enfraquecimento global da moeda norte-americana frente a divisas de países emergentes.

A percepção de menor risco geopolítico reduziu a busca por ativos considerados defensivos, favorecendo moedas de economias exportadoras de commodities, entre elas o Real. O dólar chegou a atingir máxima de R$ 5,18 nas primeiras horas do pregão. Entretanto, a divulgação de informações relacionadas ao avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã ampliou o movimento de venda da moeda norte-americana. A mínima foi de R$ 5,09, após novas declarações indicando a formalização de um entendimento entre os dois países. O mercado reagiu inicialmente à suspensão dos ataques militares anunciados pelos Estados Unidos.

Posteriormente, a confirmação de que um acordo teria sido alcançado intensificou a redução da aversão ao risco nos mercados globais, estimulando o fluxo para ativos de maior retorno. No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, encerrou o dia em queda de 0,40%, aos 99,654 pontos. O enfraquecimento da moeda norte-americana foi observado de forma ampla nos mercados globais. Entre as principais moedas, o euro registrou valorização frente ao dólar, negociado a US$ 1,15825 no encerramento do pregão. O movimento foi influenciado também pela decisão do Banco Central Europeu (BCE), que promoveu elevação das taxas de juros em resposta às pressões inflacionárias associadas às tensões geopolíticas e aos custos energéticos.

A combinação entre a redução dos riscos de uma escalada militar no Oriente Médio e o fortalecimento de moedas concorrentes contribuiu para a queda do dólar no Brasil. Para os mercados agrícolas, a valorização do Real tende a reduzir a competitividade das exportações brasileiras no curto prazo, ao mesmo tempo em que pode aliviar custos de insumos e produtos importados. A evolução das negociações entre Estados Unidos e Irã, bem como os desdobramentos da política monetária internacional, continuarão sendo fatores relevantes para a formação do câmbio e para o comportamento dos mercados de commodities nas próximas semanas. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.