12/Jun/2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa a partir da próxima terça-feira (16/06), da reunião do G7, onde deve se reunir bilateralmente com líderes da França e do Japão. Um possível encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump, ou com a europeia Ursula von der Leyen ainda são incógnitas. Lula foi convidado pela presidência francesa a participar da cúpula, que ocorre entre os dias 15 e 17 em Évian-les-Bains na França. Será a décima participação do brasileiro. Por não integrar o G7 e estar na condição de convidado, o Brasil não participa das negociações e não assina os documentos finais. No máximo o País faz apontamentos. A expectativa é para os encontros bilaterais que devem ocorrer na cúpula. As reuniões ainda estão em organização.
Segundo o Itamaraty, o presidente se reunirá com Emmanuel Macron e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. O governo brasileiro procura impedir a imposição de um novo tarifaço por parte dos Estados Unidos ao Brasil. Na semana passada, o Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa geral de 25% sobre produtos brasileiros por supostas práticas desleais na relação bilateral, e mais 12,5% por não proibir e coibir efetivamente a importação de produtos feitos com regime de trabalho forçado. A expectativa é de que Lula tente levar o tema ao norte-americano, seja em uma bilateral ou em alguma interação nos corredores da cúpula. No caso da União Europeia, o governo já planejava alguma ofensiva na cúpula para tentar derrubar o banimento do País como exportador de produtos de origem animal, sobretudo a carne bovina, ao bloco.
Embora a cúpula ocorra já a partir do dia 15 de junho, Lula deve comparecer apenas nos dias 16 e 17, que é quando ocorrem as sessões abertas a convidados. No primeiro dia ficarão concentradas as reuniões do Grupo dos 7, formado pelas sete maiores economias do mundo: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. A partir do dia 16 de junho, os países convidados participam das discussões sobre Parcerias Internacionais. Além do Brasil, foram convidados Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito. No dia 17 de junho ocorre um almoço sobre Inteligência Artificial, bem como as reuniões bilaterais. São sete os documentos que estão sendo negociados na cúpula e devem ser apresentados no final do encontro. Entre eles:
- Parcerias internacionais para o desenvolvimento
- Crescimento econômico equilibrado
- Proteção online de menores
- Combate ao narcotráfico
- Luta contra o câncer
- Combate ao contrabando de migrantes
- Minerais críticos
Os dois primeiros são os prioritários da presidência francesa da cúpula. Neles, estão sendo negociadas ajudas aos países em desenvolvimento e reforma na governança global, como na ONU e na OMC. Para o Brasil se destacam os documentos sobre proteção de menores e minerais críticos. Do ponto de vista do Brasil, o mais importante é ter um olhar de desenvolvimento nessa questão de minerais críticos e fazer agregação de valor no próprio local de extração. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.