11/Jun/2026
Segundo levantamento da Amcham Brasil, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 29,5 bilhões entre janeiro e maio de 2026, queda de 14,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado reflete a retração simultânea das exportações brasileiras e das importações provenientes do mercado norte-americano. As exportações brasileiras para os Estados Unidos alcançaram US$ 14,0 bilhões no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, recuo de 16% na comparação anual e o menor valor para o período desde 2022. Os produtos sujeitos a sobretaxas adicionais registraram desempenho ainda mais fraco, com queda de 22,6%. O levantamento mostra que as vendas brasileiras aos Estados Unidos ficaram abaixo do desempenho das exportações totais do País, que cresceram 8,7% no mesmo intervalo.
O resultado evidencia a perda de participação do mercado norte-americano na pauta exportadora brasileira ao longo de 2026. O cenário ocorre em meio às investigações conduzidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Caso sejam implementadas as medidas propostas, determinados produtos brasileiros poderão enfrentar tarifas adicionais de até 37,5%, reduzindo sua competitividade frente a concorrentes de outros países. Pelo lado das importações, as compras brasileiras de produtos norte-americanos totalizaram US$ 15,5 bilhões entre janeiro e maio, queda de 12,6% em relação ao mesmo período de 2025. Com isso, o déficit brasileiro no comércio bilateral aumentou 43,3%, atingindo US$ 1,5 bilhão.
Entre os produtos que mais contribuíram para a redução das exportações brasileiras destacaram-se petróleo bruto, café não torrado, produtos semiacabados de ferro ou aço e celulose. Nas importações, as maiores quedas ocorreram nas compras de motores e máquinas, aeronaves e partes, além de petróleo bruto. Em maio, as exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 3,1 bilhões, recuo de 14% em comparação com igual mês do ano passado, registrando o décimo mês consecutivo de retração. As importações caíram 11%, configurando o sexto mês seguido de redução. Os números reforçam a necessidade de avanço das negociações bilaterais para evitar novas barreiras comerciais e criar condições para a recuperação do fluxo de comércio entre os dois países. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.