11/Jun/2026
Segundo levantamento da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), as exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,33 bilhão em maio de 2026, alta de 32,5% em relação ao mesmo mês de 2025, quando haviam alcançado US$ 1,01 bilhão. O volume embarcado apresentou crescimento ainda mais expressivo, avançando 47,4%, de 1,38 milhão para 2,04 milhões de toneladas. O agronegócio foi o principal responsável pelo desempenho exportador do Estado no período, respondendo por 72% do valor total exportado pelo Rio Grande do Sul, equivalente a US$ 1,85 bilhão, e por 92% do volume físico embarcado, totalizando 2,22 milhões de toneladas. O resultado foi sustentado pelo aumento dos embarques de soja, arroz, milho, carne de frango e celulose, compensando reduções observadas em segmentos como fumo não manufaturado, couros e bovinos vivos.
O complexo soja liderou o crescimento das exportações do Rio Grande do Sul. O setor movimentou US$ 585,1 milhões e 1,37 milhão de toneladas, registrando avanços de 62,2% em receita e 48,8% em volume frente a maio de 2025. Os embarques de soja em grãos alcançaram US$ 383,4 milhões e 888,9 mil toneladas, com aumentos de 78,5% em valor e 64,7% em volume, impulsionados pela entrada da nova safra e pela forte demanda da China, além de Vietnã e Tailândia. Entre os derivados, o farelo de soja apresentou crescimento de 37,4% em receita e 26% em volume, tendo como principais destinos Coreia do Sul, Eslovênia e Tailândia. O óleo de soja em bruto registrou elevação de 41,5% no faturamento e de 34,6% no volume embarcado, com destaque para as vendas destinadas à Índia.
Nas proteínas animais, a carne de frango in natura somou US$ 127,5 milhões em exportações, avanço de 35,3%, enquanto o volume exportado atingiu 62,9 mil toneladas, aumento de 24%. O resultado foi favorecido pela base de comparação mais baixa observada em maio de 2025, quando restrições sanitárias decorrentes de um foco de influenza aviária em uma granja comercial gaúcha impactaram os embarques. A carne bovina in natura também apresentou desempenho positivo, com crescimento de 27,5% na receita e de 5,7% no volume exportado. As vendas para China, Rússia, Singapura, Chile e Palestina compensaram os recuos observados nos mercados dos Estados Unidos, Uruguai e México. A Farsul ressalta, entretanto, que as exportações para a China seguem sob monitoramento em função da salvaguarda aplicada em 2026, que prevê tarifas adicionais para volumes acima da cota anual estabelecida.
O arroz também contribuiu para o desempenho do comércio exterior gaúcho. As exportações do cereal cresceram 41,3% em valor e 81% em volume, ampliando sua participação como alternativa de comercialização em um ambiente de liquidez mais seletiva no mercado doméstico. A China permaneceu como principal destino das exportações do agronegócio gaúcho em maio, absorvendo US$ 412,6 milhões, o equivalente a 31% do total exportado pelo setor. O resultado reflete a retomada da demanda chinesa por grãos produzidos no Estado. Em sentido oposto, os Estados Unidos registraram retração de 61,3% no valor importado e de 65,4% no volume adquirido em comparação com maio de 2025.
As compras norte-americanas totalizaram US$ 36,7 milhões, levando o país à sétima posição entre os principais destinos dos produtos agropecuários do Estado. As maiores quedas ocorreram em fumo não manufaturado, celulose, madeira serrada, calçados de couro, carne bovina in natura e móveis de madeira. No acumulado de janeiro a maio de 2026, as exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul alcançaram US$ 5,6 bilhões, crescimento de 9,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em volume, os embarques totalizaram 8,97 milhões de toneladas, alta de 11,6%, consolidando uma pauta exportadora mais diversificada e menos dependente de mercados tradicionais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.