10/Jun/2026
O Plano Safra 2026/27 deve ser lançado em 1º de julho, no Palácio do Planalto, com previsão de aumento dos recursos destinados ao financiamento da produção agropecuária no Brasil. A programação prevista indica que o evento será dividido em duas etapas, com apresentação voltada à agricultura familiar no período da manhã e à agricultura empresarial no período da tarde, em linha com a estrutura tradicional de divulgação da política de crédito rural. A definição da data foi comunicada em reunião ministerial recente às equipes dos ministérios envolvidos, embora o programa ainda esteja em fase de elaboração interna no governo federal. O desenho final do Plano Safra é conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, em articulação com o Ministério da Fazenda, responsável pela avaliação da disponibilidade orçamentária do Tesouro Nacional e pela calibragem das fontes de recursos.
O processo de construção envolve também a análise de dados sobre exigibilidades bancárias e o saldo das fontes de funding direcionadas ao crédito rural, que serão determinantes para a composição final das linhas de financiamento e para a definição das condições financeiras do programa. Para a agricultura empresarial, a estimativa em discussão aponta para uma demanda de aproximadamente R$ 550 bilhões em recursos, com a intenção de manutenção de taxas de juros em patamar inferior a dois dígitos em parte das linhas de financiamento. No Plano Safra vigente, as taxas aplicadas ao segmento variam entre 8,5% ao ano e 14% ao ano. No caso da agricultura familiar, a proposta em elaboração prevê ampliação do volume total de recursos, manutenção das taxas de juros nas principais linhas e possibilidade de redução em determinadas modalidades, acompanhando a trajetória de queda da taxa básica de juros (Selic) ao longo do último ano.
Atualmente, os juros nesse segmento variam entre 0,5% ao ano e 6% ao ano. No Plano Safra 2025/26, foram destinados R$ 78,2 bilhões à agricultura familiar, R$ 69,1 bilhões ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), R$ 258,6 bilhões à agricultura empresarial e cooperativas, além de R$ 188,5 bilhões em operações de Cédulas de Produto Rural (CPRs) com direcionamento obrigatório. No total, o volume ofertado alcançou R$ 594,4 bilhões, somando todas as modalidades de crédito rural. A nova edição do programa deverá consolidar a estratégia de ampliação do financiamento ao setor agropecuário, em um contexto de ajustes fiscais e de avaliação da capacidade de expansão das fontes de recursos públicos e privados destinados ao crédito rural. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.