10/Jun/2026
Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,87% em maio, após avanço de 2,41% em abril. Com o desempenho de maio, o indicador acumulou alta de 3,82% nos cinco primeiros meses de 2026. No acumulado de 12 meses, o avanço chegou a 2,53%. A desaceleração do índice foi influenciada principalmente pelo menor ritmo de crescimento dos preços ao produtor. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), responsável pela maior parcela da composição do IGP-DI, avançou 0,95% em maio, após registrar alta de 3,09% em abril. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) também apresentou desaceleração, passando de 0,88% em abril para 0,60% em maio. O movimento indica menor intensidade dos reajustes observados no varejo e nos serviços consumidos pelas famílias.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) registrou elevação de 0,88% em maio, após avanço de 1,00% no mês anterior, mantendo trajetória de desaceleração moderada nos custos da construção civil. Os resultados dos três componentes do indicador mostram uma redução da pressão inflacionária em maio, especialmente nos preços ao produtor, embora o IGP-DI permaneça em trajetória positiva tanto no acumulado do ano quanto na comparação dos últimos 12 meses. A queda de 2,01% no preço da gasolina liderou o ranking de contribuições para a desaceleração na inflação no varejo medida pelo IGP-DI em maio. Em maio, houve alívios também de etanol (-6,90%), café em pó (-3,29%), tarifa de ônibus urbano (-0,93%) e aparelho telefônico celular (-1,05%). Na direção oposta, figuraram entre as principais pressões a tarifa de eletricidade residencial (4,00%), batata-inglesa (45,17%), serviços bancários (2,35%), tomate (15,42%) e condomínio residencial (1,73%).
Três das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais brandas: Transportes (de 1,47% em abril para -0,71% em maio), Saúde e Cuidados Pessoais (de 1,33% para 0,47%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,32% para 0,20%). Os cinco grupos com taxas mais elevadas foram: Habitação (de 0,46% para 1,18%), Despesas Diversas (de 0,10% para 1,38%), Vestuário (de 0,02% para 0,99%), Alimentação (de 1,19% para 1,29%) e Comunicação (de 0,00% para 0,09%). O núcleo do IPC-DI teve alta de 0,42% em maio, após um aumento também de 0,42% em abril. Dos 85 itens componentes do IPC, 48 foram excluídos do cálculo do núcleo. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com aumentos de preços, passou de 64,19% em abril para 64,84% em maio. A queda de 0,03% nos preços dos produtos agropecuários desacelerou a inflação no atacado dentro do IGP-DI de maio.
A desaceleração significativa em relação a abril pode ser atribuída à agropecuária, que registrou queda nos preços e influenciou os resultados do IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) e do IPC (Índice de Preços ao Consumidor). No âmbito dos preços ao produtor, destacam-se as retrações nos valores do café em grão, da cana-de-açúcar e do milho em grão, o que contribuiu para uma alta menos intensa do índice. Vale ressaltar que os dois últimos produtos também tiveram impacto os preços do álcool etílico anidro (etanol), cujas principais matérias-primas são o milho e a cana-de-açúcar. No ranking de maiores alívios no atacado, figuraram cana-de-açúcar (-8,56%), café em grão (-7,69%), álcool etílico anidro (-15,71%), milho em grão (-2,76%) e bovinos (-1,22%). Na corrente de principais pressões no atacado em maio estavam leite in natura (9,08%), batata inglesa (81,42%), querosene de aviação (51,68%), óleos lubrificantes (24,59%) e feijão em grão (14,71%). Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.