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09/Jun/2026

Dólar fecha em alta pela terceira sessão consecutiva

O dólar registrou a terceira alta consecutiva frente ao Real e encerrou cotado a R$ 5,18 nesta segunda-feira (08/06), com avanço de 0,50%. O valor representa o maior nível de fechamento desde 30 de março, quando a moeda norte-americana atingiu R$ 5,24. Apesar da valorização recente, a divisa ainda acumula desvalorização de 5,61% no ano. O movimento foi influenciado principalmente pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Israel realizou ataques contra uma usina petroquímica no sudoeste do Irã e outros alvos estratégicos, enquanto o Irã respondeu com lançamentos de mísseis contra uma instalação localizada na cidade israelense de Haifa. Posteriormente, ambos os países anunciaram a suspensão temporária das ofensivas após apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Ainda assim, autoridades iranianas indicaram a possibilidade de retomada dos ataques caso Israel mantenha ações militares contra o Hezbollah no Líbano. Em meio ao cenário de incerteza, o dólar apresentou forte volatilidade. A moeda atingiu mínima de R$ 5,13 e máxima de R$ 5,19, encerrando próxima dos maiores níveis da sessão. A valorização da divisa norte-americana frente ao Real acompanhou movimentos observados em outras moedas de mercados emergentes, como o peso chileno e a rupia indiana, embora o dólar tenha registrado perdas diante do rand sul-africano e do peso mexicano. No ambiente internacional, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,07%, para 100,010 pontos, indicando que a valorização observada no Brasil esteve mais associada a fatores específicos dos mercados emergentes e ao aumento da aversão ao risco.

No cenário doméstico, o boletim Focus do Banco Central apontou redução da projeção para o dólar ao final de 2026, de R$ 5,16 para R$ 5,15. As estimativas para a taxa Selic foram elevadas para os próximos anos, passando de 13,25% para 13,50% ao final de 2026 e de 11,25% para 11,50% ao final de 2027. A taxa Selic permanece em 14,50% ao ano, nível significativamente superior ao observado em economias desenvolvidas, como Estados Unidos e Japão. O diferencial de juros continua sendo apontado como fator de suporte à entrada de recursos externos e à atratividade dos ativos brasileiros. O Banco Central também realizou leilão de 50.000 contratos de swap cambial para a rolagem do vencimento previsto para 1º de julho. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.