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09/Jun/2026

Focus revisa as estimativas da economia em 2026

INFLAÇÃO

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 avançou de 5,09% para 5,11%. O resultado representa a 13ª elevação semanal consecutiva da estimativa e amplia a distância em relação ao teto da meta de inflação, fixado em 4,50%. Para 2027, a estimativa aumentou de 4,02% para 4,03%. Há um mês, a projeção era de 4,00%. As projeções para os anos seguintes apresentam estabilidade. Para 2028, a projeção passou de 3,66% para 3,65%, ante 3,64% observados um mês antes.

Para 2029, a expectativa permanece em 3,50% pela 40ª semana consecutiva. O movimento de alta das projeções ocorre em meio ao aumento das incertezas no cenário internacional, especialmente em função dos conflitos no Oriente Médio, que impulsionaram os preços do petróleo e ampliaram os riscos inflacionários globais. Desde 2025, o regime de metas de inflação passou a adotar acompanhamento contínuo com base no IPCA acumulado em 12 meses.

A meta central é de 3,0%, com intervalo de tolerância de 1,5% para cima ou para baixo. O descumprimento da meta é caracterizado caso a inflação permaneça fora desse intervalo durante seis meses consecutivos. As medianas para a inflação de curto prazo indicam que o IPCA deve acumular alta de 1,07% de maio a julho deste ano. A projeção para maio oscilou de 0,47% para 0,48%. As estimativas para junho saíram de 0,31% para 0,30%. Para julho, aumentaram de 0,28% para 0,29%. Há um mês, eram de 0,40%, 0,30% e 0,25%, respectivamente.

PIB

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026 avançou de 1,90% para 1,91%. Há um mês, a estimativa era de 1,85%. Para 2027, a estimativa permanece em 1,70% pela segunda semana consecutiva. Um mês antes, a projeção era de 1,76%. As perspectivas de longo prazo permaneceram estáveis. As previsões para o crescimento do PIB em 2028 e 2029 estão mantidas em 2,00%, permanecendo nesse nível há 117 e 64 semanas consecutivas, respectivamente.

JUROS

A projeção do mercado financeiro para a taxa Selic ao fim de 2026 avançou de 13,25% para 13,50%. Há um mês, a expectativa era de 13,00%. O movimento reflete a revisão das perspectivas para a trajetória da política monetária em meio ao aumento das incertezas no cenário internacional e à elevação dos preços do petróleo decorrente dos conflitos no Oriente Médio. Para 2027, a estimativa avançou de 11,25% para 11,50%. Um mês antes, a projeção era de 11,25%. As projeções de longo prazo permanecem estáveis. A mediana para a Selic ao fim de 2028 está mantida em 10,00% pela 20ª semana consecutiva. Para 2029, a expectativa também permanece em 10,00%, nível mantido pela quinta semana seguida.

DÓLAR

A projeção para a cotação do dólar ao final de 2026 recuou de R$ 5,16 para R$ 5,15. Há um mês, a expectativa era de R$ 5,20. Para 2027, a estimativa para a moeda norte-americana caiu de R$ 5,25 para R$ 5,20. Quatro semanas antes, a expectativa era de R$ 5,30. A estimativa para o dólar ao final de 2028 permanece em R$ 5,30, abaixo dos R$ 5,35 projetados há um mês. Para 2029, a previsão recuou de R$ 5,40 para R$ 5,35, após quatro semanas consecutivas de estabilidade.

Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.