05/Jun/2026
Integrantes do governo brasileiro veem como baixas as chances de conseguir reverter a recomendação de tarifa de 12,5% anunciada pelo governo dos Estados Unidos por causa de acusações de trabalho forçado. O principal esforço é tentar reverter a recomendação de 25% anunciada inicialmente. O principal motivo para essa visão por parte de integrantes do governo é que a recomendação de tarifa de 12,5% por trabalho forçado foi anunciada não só para o Brasil, mas para vários outros países. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) considerou que o Brasil, a União Europeia e outros 58 países não têm ferramentas eficazes para coibir o trabalho forçado.
Já a proposta de tarifa de 25% é específica para o Brasil. Ela vem de uma investigação aberta pelo USTR contra o Brasil por vários motivos, entre eles supostas práticas comerciais desleais, questões envolvendo propriedade intelectual, ferramentas de pagamento (Pix) e barreiras para o etanol. É sobre essa alíquota de 25% que integrantes do governo concentram os maiores esforços e a maior expectativa de reversão. Eles esperam que as negociações nas próximas semanas possam avançar nas questões tarifárias. Incluir as tarifas sobre etanol nessa equação, por ora, é visto com ressalvas e como improvável.
Também há pessimismo sobre a possibilidade de reverter a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, ao menos no curto prazo. A possibilidade de uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil, como alguns comentaristas na mídia têm levantado em um cenário extremo, não é tratada como realista por auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O maior impacto da classificação do PCC e do CV como organizações criminosas é econômico: como isso pode afetar ratings, que tipo de visão empresas estrangeiras e governos de outros países podem ter sobre o Brasil depois dessa classificação. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.