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05/Jun/2026

Tarifas dos EUA podem chegar a 37,5% para Brasil

A Amcham Brasil avalia que determinados produtos brasileiros poderão enfrentar tarifas adicionais acumuladas de até 37,5% para ingresso no mercado dos Estados Unidos, caso sejam implementadas as medidas atualmente recomendadas em investigações conduzidas pelo governo norte-americano. O percentual resulta da combinação das sobretaxas propostas na investigação da Seção 301 direcionada especificamente ao Brasil com as medidas adicionais recomendadas em uma segunda investigação relacionada ao combate ao trabalho forçado, conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Nesse segundo processo, que envolve aproximadamente 60 países, o USTR recomendou a aplicação de tarifas adicionais de 10% ou 12,5%, dependendo do enquadramento de cada economia.

O Brasil foi incluído no grupo sujeito à alíquota mais elevada, de 12,5%. A soma dessas medidas poderá elevar significativamente o custo de acesso de produtos brasileiros ao mercado norte-americano, colocando o País entre aqueles sujeitos aos maiores níveis de tarifação para exportação aos Estados Unidos. As investigações conduzidas sob a Seção 301 fazem parte da estratégia comercial adotada pelo governo do presidente Donald Trump para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio norte-americano. No caso brasileiro, as discussões envolvem questões relacionadas ao comércio bilateral, enquanto a investigação sobre trabalho forçado possui escopo mais amplo e abrange diversos parceiros comerciais dos Estados Unidos. A implementação das tarifas poderá reduzir a competitividade dos produtos brasileiros, especialmente no segmento industrial, ao ampliar a diferença de custos em relação a concorrentes internacionais que enfrentem menor carga tarifária.

O aumento das barreiras comerciais pode afetar decisões de investimento, estratégias de exportação e a participação de empresas brasileiras em cadeias globais de fornecimento ligadas ao mercado norte-americano. A entidade defende o avanço de uma solução negociada entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos para evitar o agravamento das restrições comerciais. Segundo a avaliação da Amcham, a busca por entendimento bilateral torna-se ainda mais relevante diante da possibilidade de aplicação simultânea das diferentes sobretaxas em discussão. A Amcham continuará apoiando iniciativas voltadas ao fortalecimento do diálogo entre os dois países e à preservação das condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado norte-americano. Para a GO Associados, as tarifas adicionais do governo Donald Trump ao Brasil devem chegar a 37,5% e a chance de reversão tende a ser ainda menor. O governo norte-americano mudou o instrumento legal para justificar as tarifas.

Somados aos 25% de tarifas referentes à investigação da Seção 301, propostas em 1º de junho, um relatório divulgado pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) referente a trabalho forçado deve adicionar mais 12,5% à tarifação para exportar aos Estados Unidos. A decisão norte-americana parece ser mais política, mas não só política. Há também um 'quê' de institucionalidade, que é a questão do Pix especificamente. As bandeiras de cartão sempre foram um meio de pagamento dominante no País, e o Pix mudou parte deste quadro. O efeito para a balança comercial seria uma leve revisão para baixo do saldo no ano, caso as tarifas sejam de fato implementadas após a audiência pública marcada para o início de julho, afetando mais o segundo semestre. Neste cenário, o governo brasileiro deve fortalecer mecanismos de negociação para tentar retirar produtos afetados, apostando em uma reversão parcial das tarifas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.