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05/Jun/2026

Nova tarifa dos EUA por trabalho forçado mira China

Apesar de o novo tarifaço aplicado pelos Estados Unidos sobre 59 países e à União Europeia, integrantes do governo brasileiro veem a China na mira da nova medida anunciada pelo governo norte-americano. A leitura é compartilhada por empresários brasileiros que acompanham o tema e já esperavam a nova taxação. "É uma nova ofensiva comercial disfarçada de boas intenções", diz um diplomata que já atuou em Washington. O pano de fundo é a relação dos Estados Unidos com a China e a enxurrada de produtos chineses no mercado norte-americano. O Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs a criação de tarifas de importação adicionais aos países e à União Europeia devido à "falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado".

Segundo o órgão, a prática "onera ou restringe" o comércio norte-americano. No caso do Brasil e de outros 54 países, a nova taxação será de 12,5%. Canadá, Equador, Indonésia, México, Paquistão e União Europeia serão submetidos a uma taxa de 10%, por causa da tentativa de impedir a importação de produtos que teriam mão de obra irregular. A decisão foi publicada na terça-feira (02/06), e resulta de uma investigação contra a importação de bens produzidos com trabalho análogo à escravidão. A análise preliminar do Executivo é que, no caso do Brasil, a nova tarifa se soma à alíquota de 25% já anunciada sobre produtos importados brasileiros. Uma tarifa específica sob a investigação do trabalho forçado já era esperada pelo governo, empresários brasileiros e escritórios de advocacy que representam o setor produtivo nos Estados Unidos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.