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03/Jun/2026

Governo manterá diálogo e evitará retaliação aos EUA

O governo brasileiro pretende evitar retaliações aos Estados Unidos e buscará manter as negociações com o governo norte-americano para evitar uma nova leva de tarifas a produtos domésticos exportados ao país. Há espaço para tratativas e contornar a incidência de novos impostos, até porque, o relatório do escritório do United States Trade Representative (USTR) recomenda que as novas taxas de 25% passem a valer, no limite, a partir de 15 de julho. No momento, várias equipes do governo estudam como vão acionar o governo norte-americano.

Agora, cada segmento da administração faz seus estudos e uma reunião conjunta de alto escalão deve ocorrer nos próximos dias para unificar a estratégia. Para o governo, não há dúvidas de que o relatório da USTR conta com um viés político e ideológico e certamente um dos pontos que serão enfatizados pelo Palácio do Planalto é a visita do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada. Um dos pontos que embasam a avaliação doméstica de que o tarifaço não é técnico foi o leque de produtos afetados.

As taxas estão concentradas em apenas alguns produtos e ficaram de fora itens considerados essenciais aos Estados Unidos, como terras raras. Do lado econômico, também estão isentos produtos como café, suco de laranja e carne, por exemplo, que tiveram seus preços altamente impactados nos Estados Unidos após a primeira leva de aumento de tarifas. Isso causou um aumento dos preços locais, com consequente elevação da inflação, trazendo pontos negativos localmente ao governo Trump.

A vice-presidente no Senado da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Tereza Cristina (PP-MS), afirmou nesta terça-feira (02/06), considerar ser difícil que o Brasil reverta as tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros até 15 de julho, data marcada para entrarem em vigor. Tereza Cristina afirmou que uma taxa de 25% inviabilizaria a exportação de alguns produtos e defendeu que ainda é cedo para falar em uma reciprocidade tarifária. A senadora ainda lamentou que a sobretaxação venha em conjunto com a classificação, pelos Estados Unidos, dos grupos criminosos Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.