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03/Jun/2026

Brasil deve negociar redução de tarifa e exceções

Segundo o Goldman Sachs, o Brasil deverá buscar alternativas para neutralizar a tarifa adicional de 25% proposta pelos Estados Unidos ou negociar uma alíquota menor acompanhada de uma ampliação da lista de produtos isentos. A proposta norte-americana preserva uma série de produtos estratégicos para a pauta exportadora brasileira, incluindo café, suco de laranja, carne bovina, terras raras, determinados metais, fertilizantes, produtos farmacêuticos e componentes aeronáuticos. A exposição da economia brasileira ao mercado norte-americano é relativamente limitada quando comparada à de outros parceiros comerciais dos Estados Unidos.

Com base nos dados de 2025, as exportações brasileiras para os Estados Unidos representam cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto, no caso do México, essa participação alcança aproximadamente 29% do PIB. O Goldman Sachs calcula que a tarifa média ponderada aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros está atualmente em torno de 9%. Caso a nova alíquota de 25% substitua a tarifa adicional de 10% vigente para os produtos abrangidos pela medida, mantendo-se a mesma lista de exceções, a tarifa média ponderada sobre as exportações brasileiras subiria para aproximadamente 13,8%.

A medida ainda não entrou em vigor e deverá passar por consulta pública e audiência antes de uma decisão definitiva. O cronograma prevê que eventuais alterações passem a valer a partir da segunda quinzena de julho. As negociações entre Brasil e Estados Unidos continuarão nas próximas semanas, com possibilidade de ajustes na proposta original, especialmente por meio da ampliação das isenções ou da revisão das alíquotas aplicadas a determinados produtos. O governo norte-americano sinalizou disposição para manter o diálogo com as autoridades brasileiras até o prazo final previsto para a adoção das medidas comerciais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.