02/Jun/2026
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a decisão das autoridades norte-americanas de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pode gerar impactos sobre instituições financeiras e sistemas de pagamento do País, incluindo o Pix. Segundo o ministro, a adoção dessa classificação poderia provocar mudanças nos procedimentos de conformidade e controle adotados por bancos e demais agentes financeiros que operam em mercados internacionais. A medida teria potencial para ampliar a atenção de autoridades e instituições responsáveis pelo combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento de atividades ilícitas. Na avaliação do ministro, alterações dessa natureza podem gerar questionamentos e exigências adicionais de compliance para instituições financeiras que mantenham relações com o sistema financeiro internacional. O ministro destacou que a preocupação está relacionada aos possíveis desdobramentos regulatórios decorrentes da classificação.
Eventuais alegações de vínculo entre organizações criminosas e contas bancárias poderiam resultar em investigações ou medidas restritivas por parte de autoridades estrangeiras, afetando a operação de instituições financeiras brasileiras com exposição ao mercado internacional. O governo brasileiro acompanha o tema e considera importante avaliar os possíveis impactos sobre o sistema financeiro nacional. A administração federal pretende atuar para proteger os interesses econômicos do País e evitar efeitos adversos sobre instrumentos amplamente utilizados pela população e pelas empresas, como o Pix. O ministro mencionou que o governo brasileiro busca ampliar a cooperação internacional no combate ao crime organizado e pretende manter diálogo com autoridades norte-americanas sobre o assunto. Segundo ele, as discussões devem ocorrer paralelamente às negociações em andamento sobre temas comerciais e regulatórios entre os dois países.
A adoção de medidas consideradas excepcionais pode gerar consequências amplas para o funcionamento dos mercados financeiros e para as relações entre instituições de diferentes países. Nesse contexto, o governo acompanha a evolução das discussões e avalia os possíveis reflexos para o sistema bancário nacional. O ministro também criticou aspectos do processo de supervisão de empresas de tecnologia financeira adotado em anos anteriores. Segundo sua avaliação, determinadas lacunas regulatórias teriam contribuído para ampliar desafios relacionados ao monitoramento de operações financeiras e à prevenção de atividades ilícitas no sistema. As declarações ocorrem em um momento de atenção crescente às relações entre Brasil e Estados Unidos, marcado por discussões comerciais, investigações regulatórias e debates sobre mecanismos de cooperação internacional em temas financeiros e de segurança. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.