01/Jun/2026
O dólar encerrou a sexta-feira (29/05), último dia útil de maio, em alta de 1,82% frente ao Real, em movimento influenciado pela reprecificação dos juros globais, aumento da volatilidade política doméstica e fluxo cambial negativo. A moeda norte-americana fechou a R$ 5,04, avanço diário de 0,22%, após atingir máxima de R$ 5,07. Segundo operadores, fatores técnicos, como a disputa pela formação da última taxa Ptax do mês, e a queda dos preços do petróleo também contribuíram para a oscilação do câmbio ao longo do pregão. No acumulado de 2026, contudo, o dólar ainda apresenta desvalorização de 8,13% frente ao Real, que segue entre as moedas de melhor desempenho no período entre as principais divisas globais. O movimento continua sendo sustentado pelo elevado diferencial de juros no Brasil e pela melhora dos termos de troca favorecida pelas exportações de commodities.
A depreciação do Real em maio esteve ligada principalmente ao aumento das taxas de juros internacionais após indicadores mais elevados de inflação ao produtor em diversos países, especialmente nos Estados Unidos, em meio ao choque dos preços de energia. O ambiente eleitoral doméstico também elevou a volatilidade do mercado, embora investidores estrangeiros atribuam menos peso ao cenário político brasileiro do que os agentes locais. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,12% na sexta-feira (29/05), aos 98,897 pontos, mas encerrou maio com alta superior a 0,80%. O movimento refletiu o fortalecimento do dólar diante da elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e da continuidade do fluxo de capital para os Estados Unidos.
O aumento das taxas dos Treasuries, combinado ao desempenho robusto da economia norte-americana e ao maior apetite por ações de tecnologia, favoreceu a valorização da moeda norte-americana. No mercado internacional de commodities, o petróleo registrou forte queda diante da expectativa de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã. O Brent para agosto fechou cotado a US$ 91,12 por barril, baixa de 1,7% no dia e recuo acumulado de 17,4% no mês. O WTI encerrou a sessão a US$ 87,36 por barril, com queda mensal de 16,8%. Segundo o jornal The New York Times, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não definiu um acordo definitivo com o Irã, apesar do avanço das negociações envolvendo o conflito no Oriente Médio e a reabertura do Estreito de Ormuz. O Real permanece próximo do valor considerado de equilíbrio no curto prazo, com projeções de oscilação da taxa de câmbio entre R$ 5,03 e R$ 5,04 por dólar. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.