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01/Jun/2026

PIB brasileiro em patamar recorde no 1º trimestre

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou alta de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o PIB apresentou alta de 1,8% no primeiro trimestre de 2026. O PIB do primeiro trimestre de 2026 totalizou R$ 3,3 trilhões. O PIB do quarto trimestre de 2025 ante o terceiro trimestre do mesmo ano foi revisado de 0,1% para 0,3%. O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária subiu 2,0% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o PIB da agropecuária mostrou alta de 0,7% O Produto Interno Bruto (PIB) da indústria subiu 1,0% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o PIB da indústria mostrou alta de 1,6%. Entre as atividades industriais, a Extrativa Mineral subiu 3,6% e a Construção 2,9% no primeiro trimestre de 2026. A Indústria de transformação, por sua vez, subiu 0,1% no mesmo período.

Houve queda na atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto de 0,3% e de Transformação, de 0,9%. Na comparação com um ano antes, as atividades extrativistas avançaram 13,1%, de construção 1,3% e de transformação 0,7%. Eletricidade e gás, águas, por sua vez, caíram 1,7%. O Produto Interno Bruto (PIB) de serviços subiu 0,5% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o PIB de serviços mostrou alta de 2,1%. As atividades de Serviços têm peso de aproximadamente 70% na economia do País. O consumo das famílias subiu 1,0% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o consumo das famílias mostrou alta de 1,7%. O consumo do governo, por sua vez, subiu 0,4% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025, alcançando patamar recorde no período. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o consumo do governo mostrou alta de 2,8%.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) subiu 3,5% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025. O resultado é o mais acentuado desde o primeiro trimestre de 2021, quando a alta foi de 6,3%. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a FBCF mostrou queda de 1,4%. A queda na produção de bens de capital entre o 1º trimestre de 2025 e o 1º trimestre de 2026 foi a responsável pela redução do investimento (FBCF) nesse período. As exportações diminuíram 1,7% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, as exportações mostraram alta de 7,4%. As importações contabilizadas no PIB, por sua vez, subiram 4,4% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, as importações mostraram alta de 1,2%. A contabilidade das exportações e importações no PIB é diferente da realizada para a elaboração da balança comercial. No PIB, entram bens e serviços, e as variações percentuais divulgadas dizem respeito ao volume. Já na balança comercial, entram somente bens, e o registro é feito em valores, com grande influência dos preços.

As atividades financeiras caíram 0,6% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025, já as atividades imobiliárias subiram 1,2%. O Brasil alcançou uma necessidade de financiamento de R$ 106 bilhões no primeiro trimestre de 2026, ante um resultado de R$ 128,9 bilhões no primeiro trimestre de 2025. O saldo externo de bens e serviços passou de um déficit R$ 37,5 bilhões no primeiro trimestre de 2025 para um déficit de R$ 11 bilhões no primeiro trimestre de 2026. A renda líquida de propriedade enviada ao resto do mundo saiu de R$ 98,9 bilhões para R$ 101,7 bilhões. As indústrias extrativas avançaram 3,6% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025, e o segmento de informação e comunicação subiu 2,4%. As outras atividades de serviços tiveram expansão de 0,8% e transporte e armazenagem encolheram 0,7%. A atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos caiu 0,3%no período, enquanto o comércio avançou 0,6%. A indústria de transformação subiu 0,1%, e a construção cresceu 2,9%.

A administração pública e seguridade social aumentou 0,4%. A taxa de poupança ficou em 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2026. A taxa de investimento ficou em 16,5% no primeiro trimestre de 2026. A taxa de investimento no País de 16,5% no primeiro trimestre de 2026 foi a mais baixa para esse período do ano desde 2020, quando esteve em 16,2%. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) cresceu 3,5% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025, alta mais acentuada desde o primeiro trimestre de 2021, quando aumentou 6,3%. O bom desempenho foi puxado pelo componente de construção civil. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a FBCF encolheu 1,4%, derrubada pela menor produção de bens de capital. A taxa de poupança de 15,5% registrada no primeiro trimestre de 2026 foi o menor desempenho para esse período do ano desde 2024, quando ficou em 15,2%.

No primeiro trimestre de 2026, o PIB brasileiro renovou patamar recorde na série histórica iniciada em 1996, em termos de volume. Houve um avanço de 1,1% na atividade econômica no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025, taxa de crescimento mais acentuada desde o primeiro trimestre de 2025, quando aumentou 1,3%. O PIB completou assim 19 trimestres consecutivos em expansão, crescendo ininterruptamente desde o terceiro trimestre de 2021. No primeiro trimestre de 2026, pelo lado da oferta, tanto o PIB de Serviços quanto o PIB da Agropecuária também alcançaram patamares recordes. O PIB da indústria está 3,2% abaixo do pico alcançado no terceiro trimestre de 2013. A indústria de transformação ainda opera em patamar 15,8% aquém do pico alcançado no terceiro trimestre de 2008. Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias e o consumo do governo alcançaram novos ápices da série histórica no primeiro trimestre de 2026. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) ainda estava 9,3% abaixo do pico da série alcançado no segundo trimestre de 2013.

As atividades financeiras cresceram 2,8% no primeiro trimestre de 2026 ante o primeiro trimestre de 2025. Já as atividades imobiliárias avançaram 2,9%. As indústrias extrativas tiveram expansão de 13,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao primeiro trimestre de 2025, e o setor de informação e comunicação cresceu 7,6%. A produção de eletricidade e água caiu 1,7% e o comércio subiu 1%, e a indústria de transformação caiu 0,9% na comparação do primeiro trimestre de 2026 em relação ao primeiro trimestre de 2025. A construção aumentou 1,3%, e transporte e armazenagem avançaram 0,7%. As outras atividades de serviços expandiram 2,4%, e administração pública e seguridade social subiram 1,1%. A agropecuária avançou 0,7%. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o crescimento de 1,1% do PIB no primeiro trimestre veio conforme o esperado pelo mercado, mas o ritmo forte não deve se manter ao longo do ano por uma questão climática, com a incerteza do El Niño, e por pressões externas e inflacionárias.

A condução da política monetária deve seguir no processo de calibração, mas com mais cautela do que o previsto antes da eclosão do conflito no Oriente Médio, em 28 de fevereiro. Isso já sinaliza alguns desafios para a atividade à frente, o que pode dificultar o ritmo do consumo ao longo do ano. Pela ótica da produção, chama atenção para o desempenho positivo da indústria extrativa mineral (3,6%) e dos serviços de informação e comunicação (2,4%). Em ambos os casos, a dinâmica não surpreendeu. A Petrobras já anunciou investimento de longo prazo, o que favorece o setor de petróleo e gás. Já nos serviços, reflete o cenário de demanda por digitalização, conforme já apontado nas divulgações da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Pela demanda, o crescimento de 1% do consumo das famílias na comparação com os últimos três meses de 2025 se deve ao aquecimento do mercado de trabalho e às medidas de estímulo do governo, como a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil. A dinâmica, porém, não deve se manter à frente, com o nível do juro ainda elevado e incertezas no cenário econômico como um todo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.