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01/Jun/2026

PIB do 1º trimestre sustenta projeção oficial de 2026

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre sustenta a projeção de crescimento de 2,3% da economia brasileira em 2026, conforme estimativa da Secretaria de Política Econômica (SPE). Segundo o ministro, caso a projeção seja confirmada, 2026 marcará o quarto ano consecutivo de expansão do PIB acima de 2%, configurando o melhor ciclo de crescimento econômico do Brasil na última década. A avaliação do governo é de que o desempenho reflete uma combinação entre responsabilidade fiscal, estímulos ao crescimento e políticas de inclusão social. O PIB brasileiro registrou alta de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou alinhado à mediana das estimativas do mercado, que variavam entre 0,6% e 1,7%. Na comparação anual, o avanço foi de 1,8% frente ao primeiro trimestre de 2025, também em linha com as projeções dos analistas, cujas estimativas oscilavam entre crescimento de 1,1% e 3,0%.

O ministro destacou ainda que a política econômica tem contribuído para estabilidade macroeconômica e desempenho favorável da atividade em comparação internacional. Entre os principais destaques do trimestre, citou a expansão de 3,5% da formação bruta de capital fixo em relação ao trimestre anterior. O avanço dos investimentos elevou a taxa de investimento para 16,5% do PIB no período, movimento considerado relevante para ampliação da capacidade produtiva e sustentação do crescimento econômico nos próximos anos. PIB forte reforça expectativa de juros elevados. Para o Banco BV, a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2026 reforça a expectativa de crescimento econômico próximo de 2% no ano. O desempenho da atividade, contudo, também aumenta a probabilidade de manutenção de juros elevados por período mais prolongado. A economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre na comparação trimestral e 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, resultados alinhados às expectativas do mercado.

A avaliação é de que os números confirmam a resiliência da atividade econômica diante de sucessivos choques internos e externos registrados nos últimos anos. Entre os fatores citados estão os impactos da pandemia, da guerra na Ucrânia, do aumento de tensões comerciais globais, dos eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul e das recentes pressões sobre os preços do petróleo em meio ao conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. Desde 2022, o crescimento econômico brasileiro tem permanecido acima da média observada nas últimas quatro décadas, sustentando uma percepção mais positiva sobre a dinâmica do PIB. Apesar do resultado favorável, a análise destaca que parte da expansão da atividade reflete medidas fiscais e parafiscais adotadas pelo governo federal, que ampliam estímulos à economia em um ambiente ainda pressionado pela inflação. Esse cenário tende a dificultar o trabalho do Banco Central no processo de convergência inflacionária. A leitura é de que o fortalecimento da atividade econômica pode levar à manutenção de uma taxa Selic elevada por mais tempo, ampliando o ambiente restritivo para consumo, crédito e investimentos ao longo dos próximos trimestres.

Nesse contexto, a avaliação é de que o ritmo de crescimento observado entre janeiro e março pode não se sustentar ao longo do restante do ano, com perspectiva de desaceleração gradual da economia brasileira nos próximos períodos. O Banco Daycoval vê desaceleração gradual da economia brasileira a partir do segundo trimestre de 2026, após crescimento de 1,1% do PIB no primeiro trimestre, ante expansão de 0,3% no quarto trimestre de 2025. A aceleração observada no início do ano foi sustentada principalmente pelo consumo das famílias, favorecido pelo aumento da massa de renda, pela ampliação da renda disponível e por medidas de estímulo, como a isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) e a valorização real do salário-mínimo. Em contrapartida, segmentos mais sensíveis ao nível de juros permaneceram pressionados.

A formação bruta de capital fixo continuou apresentando desempenho negativo na comparação anual, indicando manutenção de fragilidade nos investimentos produtivos. Pelo lado da oferta, a indústria apresentou resultado acima do esperado, impulsionada principalmente pela indústria extrativa. A indústria de transformação, embora ainda registre retração na comparação anual, mostrou melhora na margem, sinalizando recuperação parcial e heterogênea entre os segmentos. O setor externo também contribuiu positivamente para a atividade econômica, com desempenho favorável das exportações, especialmente de soja e petróleo, efeito que tende a permanecer parcialmente no segundo trimestre. Para os próximos meses, contudo, a expectativa é de perda gradual de dinamismo econômico. O aumento das tensões envolvendo o Irã elevou a perspectiva para os preços do petróleo e reforçou a expectativa de uma taxa Selic terminal mais elevada, ampliando o ambiente restritivo para a atividade.

O resultado do PIB no primeiro trimestre de 2026 mostra que a economia brasileira registrou uma expansão disseminada, com avanço simultâneo de diferentes componentes. A economia está toda crescendo ao mesmo tempo. Pelo lado da demanda, o destaque é a força do consumo das famílias, impulsionado pelo aumento da massa de salários reais e pela expansão do crédito, mesmo em ambiente de juros mais altos. O aumento da renda contribui para uma elevação da demanda. Quanto à contribuição do setor externo, a queda das exportações em 1,7% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025 pode ser reflexo de uma recomposição de estoques, com parte da produção retida.

Ainda, o patamar recorde alcançado pelo Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no primeiro trimestre de 2026 teve impulso natural de uma atividade em tendência de crescimento e do aumento populacional. A população está crescendo. A economia tem tendência de crescimento. Então todo crescimento vira volume recorde. É uma tendência normal de qualquer economia de ter um crescimento ao longo do tempo. Já são 19 trimestres consecutivos em expansão, com a atividade crescendo ininterruptamente desde o terceiro trimestre de 2021. Em volume, o PIB renovou patamar recorde na série histórica do IBGE iniciada em 1996. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.