29/May/2026
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou alta de 2,63% em abril ante março, com avanço de preços em 21 das 24 atividades industriais pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi influenciado principalmente pela cadeia petrolífera, em meio às tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Segundo o IBGE, o avanço de abril foi o maior desde março de 2022, quando o indicador havia subido 3,12%, período marcado pelo início do conflito entre Rússia e Ucrânia. O cenário internacional voltou a pressionar cadeias produtivas ligadas ao petróleo e derivados, com impacto relevante sobre os preços industriais no Brasil. A principal contribuição para o resultado do IPP partiu do segmento de outros produtos químicos, cujos preços avançaram 9,91%, respondendo por 0,80 ponto porcentual do índice geral.
Também exerceram pressão relevante os setores de refino de petróleo e biocombustíveis, com alta de 6,44% e impacto de 0,63%; alimentos, com avanço de 1,43% e contribuição de 0,34%; e borracha e plástico, com elevação de 7,31% e impacto de 0,29%. Entre as grandes categorias econômicas, os bens intermediários concentraram a principal pressão inflacionária, contribuindo com 2,23% para o resultado do IPP. De acordo com o levantamento, nove dos dez principais produtos intermediários apresentaram alta de preços em abril, sendo oito deles ligados à cadeia do petróleo. A exceção foi o segmento de minério de ferro, que registrou comportamento oposto em razão da maior oferta global, especialmente no Brasil e na Austrália, além dos elevados estoques na China e da desaceleração da demanda chinesa no setor de construção civil. A valorização do Real frente ao dólar também contribuiu para conter os preços do minério. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.