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25/May/2026

El Niño amplia riscos para energia e Agronegócio

Os setores de geração de energia elétrica, mineração e siderurgia, bancos e agronegócio devem concentrar os maiores riscos associados ao fenômeno El Niño. Deve haver impactos diretos sobre hidrologia, produtividade, custos operacionais, logística e qualidade de crédito, além de potenciais efeitos sobre preços e margens corporativas. Os segmentos mais expostos tendem a sofrer efeitos decorrentes de assimetrias climáticas entre regiões, com possibilidade de seca no Centro-Oeste e em partes do Sudeste, além de excesso de chuvas na Região Sul do País. As Regiões Sudeste e o Centro-Oeste podem enfrentar irregularidade nas chuvas, episódios de seca extrema e ondas de calor. No segmento de geração de energia elétrica, o risco foi considerado moderado a alto. Um cenário hidrológico extremo pode ampliar riscos de submercado, riscos hidrológicos e volatilidade de preços. Para os bancos, o principal ponto de atenção está na carteira de crédito rural.

Os impactos climáticos sobre a produção agropecuária podem afetar a capacidade de pagamento dos produtores e elevar riscos de inadimplência. O agronegócio já enfrenta um cenário de margens comprimidas, elevado endividamento, juros altos, queda nos preços de parte das commodities agrícolas e aumento dos pedidos de recuperação judicial. Embora mecanismos de seguro agrícola e repasse de risco para seguradoras e resseguradoras atuem como mitigadores, a corretora avalia que esses instrumentos não eliminam integralmente os impactos financeiros. Entre os possíveis efeitos estão aumento das provisões, renegociação de dívidas, alongamento de prazos, pressão sobre capital regulatório e revisões negativas de lucro. Banco do Brasil, Banco ABC e Banrisul aparecem entre as instituições com maior exposição ao agronegócio. No agronegócio, o risco é classificado como elevado para SLC Agrícola e BrasilAgro, em razão da exposição operacional direta às condições climáticas, ainda que existam mitigadores geográficos parciais.

Nos setores de metais, mineração e siderurgia, o risco também foi classificado como moderado a alto. Vale, CSN Mineração, CSN Siderurgia, Gerdau e Usiminas apresentam exposição a interrupções operacionais, impactos logísticos em ferrovias, alterações no mix de produtos e aumento dos custos de energia. Entre os setores considerados menos afetados, estão papel e celulose, construção civil e shopping centers. Em papel e celulose, o risco foi classificado como baixo, embora persistam pressões relacionadas ao custo de madeira e logística para Klabin e Suzano. Eventos climáticos recentes elevaram despesas florestais, especialmente no Paraná e em Santa Catarina. No segmento imobiliário, os principais impactos potenciais envolvem atrasos em obras, aumento de custos e reflexos sobre o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Para shopping centers, os efeitos são considerados mistos, incluindo possíveis oscilações no fluxo de consumidores e aumento de despesas com energia e manutenção. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.