22/May/2026
O Conselho Internacional de Grãos (IGC) elevou sua projeção para a produção mundial de grãos no ciclo 2025/26 para um recorde de 2,48 bilhões de toneladas, volume 3 milhões de toneladas superior ao previsto no mês anterior. Na comparação com a safra anterior, o crescimento alcança 6%, impulsionado principalmente por ajustes para o milho na Argentina e na África do Sul. A estimativa de consumo global também foi revisada 3 milhões de toneladas para cima. Com isso, as perspectivas para os estoques finais foram mantidas em 638 milhões de toneladas, enquanto o comércio global foi revisado para cima em 3 milhões de toneladas, refletindo aumentos para milho e cevada.
Para o ciclo 2026/27, o IGC projeta que a produção mundial atinja 2,41 bilhões de toneladas, volume inalterado ante o relatório anterior. Contudo, esse total representa um recuo de 3% em relação ao ano anterior, por causa de uma menor área colhida e rendimentos baixos médios. O consumo mundial foi mantido em 2,44 bilhões de toneladas. Embora os estoques globais devam se estreitar em 4%, para 615 milhões de toneladas, o volume ainda deve se igualar à média de cinco anos. Já o comércio global foi cortado em 2 milhões de toneladas, para 446 milhões de toneladas, vindo 2% abaixo do ano anterior em razão de menores importações pelo norte da África e pelo Oriente Médio, com reduções para trigo e cevada.
No complexo soja, a produção global em 2026/27 deve atingir um novo pico de 442 milhões de toneladas, um avanço de 3% diante de colheitas maiores nos principais produtores, com o consumo e os estoques também revisados para cima. Para o ciclo 2025/26, um aumento na estimativa de produção foi absorvido pelo consumo, deixando as reservas finais quase inalteradas em relação a abril, enquanto a importação deve subir para um recorde impulsionada por maiores embarques para o Extremo Oriente. O comércio em 2026/27 deve crescer 2%, para 190 milhões de toneladas, com os exportadores brasileiros respondendo por mais de 60% de todos os fluxos.
Quanto ao arroz, a produção para 2026/27 é vista preliminarmente como estável, com o crescimento na Índia compensando quedas em outros locais. O consumo mundial deve subir 1% puxado quase exclusivamente pela demanda por alimentação, enquanto os estoques agregados devem se expandir amparados por avanços nos principais exportadores. O comércio mundial em 2027 deve atingir o recorde de 62 milhões de toneladas, um ganho de 4% amparado por compras mais firmes da África. Para a temporada 2025/26, houve poucos ajustes, com a produção caminhando para uma nova máxima histórica e os estoques previstos em alta em razão do acúmulo na Índia.
O Índice de Grãos e Oleaginosas do IGC (GOI) subiu 3% no último mês, refletindo ganhos nos preços de exportação de grãos, arroz e oleaginosas. O subíndice do trigo avançou 4%, atingindo o maior nível desde junho de 2024, inflado por fortes altas nos preços FOB dos Estados Unidos. O milho registrou valorização de 1%, tocando a máxima em 13 meses no início de maio devido ao interesse firme de compra, preocupações climáticas e contágio de outros mercados. O subíndice da soja subiu cerca de 3% no mês acompanhando ganhos em todas as principais origens, enquanto o arroz subiu por volta de 2% apoiado por uma oferta imediata mais restrita na Tailândia e no Vietnã. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.