ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

21/May/2026

Dólar recua com expectativa de acordo EUA e Irã

O dólar voltou a recuar frente ao Real e encerrou esta quarta-feira (20/05) próximo de R$ 5,00, em sessão marcada pela melhora do apetite global por risco diante da expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A redução das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz favoreceu moedas emergentes e pressionou a moeda norte-americana no mercado internacional. O dólar fechou em baixa de 0,76%, cotado a R$ 5,00. No acumulado de 2026, a moeda norte-americana registra desvalorização de 8,85% frente ao Real. O contrato futuro para junho encerrou com queda de 0,90%, a R$ 5,01.

Durante o pregão, o dólar chegou à máxima de R$ 5,05, mas perdeu força atingindo mínima de R$ 4,99. O movimento foi impulsionado principalmente pelo alívio nos mercados globais após sinais de normalização do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. Dados de navegação indicaram retomada parcial do fluxo de petroleiros na região, enquanto autoridades iranianas informaram a travessia coordenada de 26 embarcações comerciais nas últimas 24 horas. As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também contribuíram para reduzir a percepção de risco geopolítico.

O governo norte-americano sinalizou disposição para avançar nas negociações com o Irã, elevando as expectativas de um possível acordo diplomático. Com isso, os preços internacionais do petróleo recuaram de forma expressiva, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano também cederam. O índice do dólar (DXY), que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de divisas, caiu 0,20%, para 99,106 pontos. O ambiente externo mais favorável reduziu temporariamente o peso do noticiário político doméstico sobre os ativos brasileiros.

Ainda assim, o mercado segue monitorando os desdobramentos envolvendo denúncias relacionadas ao senador Flávio Bolsonaro e ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. No cenário monetário internacional, a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) indicou aumento das preocupações com a inflação nos Estados Unidos, intensificadas pelos impactos da guerra no Oriente Médio. Parte dos dirigentes da autoridade monetária norte-americana avalia a possibilidade de manutenção de juros elevados ou eventual retomada do aperto monetário.

Atualmente, os juros norte-americanos estão na faixa entre 3,50% e 3,75%, enquanto a taxa Selic permanece em 14,50% ao ano no Brasil. O diferencial de juros continua favorecendo a entrada de capital estrangeiro no mercado brasileiro, sustentando parcialmente o fluxo para ativos domésticos. O Banco Central informou que o fluxo cambial total do Brasil permaneceu positivo em US$ 1,588 bilhão em maio até o dia 15. A autoridade monetária também realizou venda de 50 mil contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de junho. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.