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20/May/2026

Brasil: Monitor do PIB recua em março ante fevereiro

Segundo o Monitor do PIB do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro recuou 0,6% em março de 2026 na comparação com fevereiro. Na comparação com março de 2025, a economia apresentou crescimento de 2,5%. Apesar da retração mensal, o PIB avançou 0,9% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025. Frente ao primeiro trimestre do ano passado, o crescimento foi de 1,5%. No acumulado de 12 meses até março, a atividade econômica registrou expansão de 1,9%.

O crescimento trimestral foi disseminado entre os principais segmentos da economia. Agropecuária, indústria e serviços apresentaram contribuição positiva no período. Entre as atividades mais detalhadas, apenas o setor de transportes registrou retração. Pela ótica da demanda, o desempenho foi sustentado principalmente pelo avanço do consumo das famílias e dos investimentos, enquanto as exportações apresentaram queda no trimestre frente ao trimestre imediatamente anterior. O consumo das famílias cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025.

O resultado foi impulsionado principalmente pelo consumo de serviços e de bens duráveis. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede os investimentos no PIB, avançou 0,9% na mesma comparação. O crescimento foi sustentado pelos segmentos de construção e outros componentes da FBCF. Embora máquinas e equipamentos ainda tenham apresentado retração, a FGV observou redução na intensidade das quedas ao longo dos últimos trimestres, diminuindo o impacto negativo desse segmento sobre os investimentos totais.

As exportações cresceram 6,5% no primeiro trimestre ante igual período de 2025, impulsionadas principalmente pela atividade extrativa mineral, com destaque para o petróleo. Em contrapartida, houve retração nas exportações de produtos agropecuários e bens intermediários. As importações registraram queda de 1,3% na mesma base de comparação, configurando o segundo resultado trimestral negativo consecutivo. O principal impacto negativo veio das importações de bens intermediários, além de recuos em produtos agropecuários, extrativa mineral e bens de capital.

Por outro lado, as importações de bens de consumo avançaram no período, contribuindo positivamente para o resultado agregado do componente. Após três trimestres consecutivos de crescimento moderado, a economia brasileira voltou a apresentar expansão mais consistente no início de 2026, mesmo diante do cenário internacional mais instável e do agravamento das tensões no Oriente Médio. Em valores correntes, o PIB brasileiro somou R$ 3,443 trilhões no primeiro trimestre de 2026. A taxa de investimento da economia atingiu 19,1% no período. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.