15/May/2026
O Banco do Brasil admitiu deterioração mais intensa da qualidade do crédito no primeiro trimestre de 2026, especialmente no agronegócio e na carteira de pessoa física, e revisou para baixo sua projeção de lucro para o ano. O cenário segue desafiador e a expectativa é de melhora gradual nos próximos trimestres. A inadimplência da carteira rural do BB encerrou março em 6,22%, considerando atrasos superiores a 90 dias, avanço de cerca de 3,5% em 12 meses.
O movimento contribuiu para elevar a inadimplência consolidada do banco para 5,05%. Com a piora da qualidade dos ativos, o banco ampliou em 86% as provisões líquidas para devedores duvidosos (PDD), que alcançaram R$ 18,9 bilhões no trimestre. A escalada das tensões no Oriente Médio e a alta dos preços dos fertilizantes aumentam os riscos para os produtores rurais e podem pressionar ainda mais a inadimplência no agronegócio.
Em abril, a instituição observou piora nos índices de pontualidade de pagamento dos clientes. O Banco do Brasil também avalia que a pressão no agro vem contaminando parte da carteira de pessoa física, reduzindo a capacidade de pagamento de produtores e famílias ligadas ao setor rural. Em resposta, o banco informou que adotará postura mais seletiva na concessão de crédito ao agronegócio e às empresas, priorizando linhas de maior retorno ajustado ao risco, especialmente no crédito consignado privado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.