15/May/2026
O Banco do Brasil estabeleceu estratégias voltadas ao controle da inadimplência no agronegócio, com ajustes na alocação de capital e maior seletividade na concessão de crédito, priorizando clientes com melhor retorno ajustado ao risco. A mudança faz parte de uma reestruturação da carteira de crédito do setor, com foco em rentabilidade e resiliência, em um cenário reconhecido como mais desafiador para o crédito rural. A instituição também mencionou a contribuição de empresas investidas no desempenho consolidado, em um contexto de maior cautela na carteira rural. O ambiente atual é caracterizado como de maior risco no crédito ao agronegócio, com antecipação de deterioração em parte da carteira e reconhecimento de um ciclo mais desafiador ao longo de 2025. As recuperações judiciais, que bateram recorde no setor no ano passado, continuam acontecendo no agro e essa tendência deve persistir.
A expectativa é de que RJs no agro continuem acontecendo este ano e no próximo. Há casos de produtores rurais que entraram com RJ e depois se arrependeram. O BB já consegue ter participação em RJ menor do que a participação de mercado no setor. O banco trabalha para inibir processos de RJ que considera danosos ao produtor rural. O risco de crédito no agro crescerá no segundo trimestre. Ainda, o Desenrola Rural não deve ter impacto sobre a dinâmica de provisões do Banco do Brasil. A iniciativa é parte do Novo Desenrola Brasil, programa do governo de renegociação de dívidas. O Desenrola Rural é focado em pequenos produtores, da agricultura familiar. Então, ele envolve um grande número de pequenos agricultores, mas não afeta efetivamente as nossas provisões. Até o momento, o Desenrola Rural já teve entre mil e 1,5 mil operações, envolvendo pouco mais de R$ 4 milhões.
Ainda é cedo para saber dos efeitos do próximo El Niño. O banco está fazendo um acompanhamento mais próximo em algumas regiões para evitar aumento da inadimplência. As informações vão retroalimentar o banco para a nova sofra do agronegócio. O agronegócio continua forte e a expectativa é que as taxas de inadimplência voltem para níveis históricos pela frente. Para os próximos meses, ainda haverá algum nível de inadimplência. Deve haver alguma inadimplência em 2027 no agro, mas com impacto menor. O banco já vinha dizendo que primeiro semestre de 2026 seria de inadimplência ainda alta no agronegócio. Gradativamente, a partir do segundo semestre, a expectativa é de melhora na inadimplência agro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.