11/May/2026
O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 2,41% em abril, após alta de 1,14% em março, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o desempenho de abril, o IGP-DI acumulou alta de 2,92% em 2026 e avanço de 0,78% em 12 meses. A aceleração do índice refletiu principalmente a intensificação das pressões no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI) avançou 3,09% em abril, após alta de 1,38% em março. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) subiu 0,88%, ante elevação de 0,67% no mês anterior, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) avançou 1,00%, após alta de 0,54% em março. O aumento dos preços internacionais do petróleo em decorrência da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã ampliou as pressões inflacionárias sobre diversos segmentos da economia, contaminando combustíveis, insumos industriais, logística, materiais de construção e parte da cadeia de alimentos.
O movimento deixou de atingir apenas os derivados energéticos e passou a provocar aceleração simultânea nos índices de atacado, varejo e construção civil, indicando inflação mais disseminada e com potencial de persistência nos próximos meses. No varejo, a gasolina voltou a liderar as pressões inflacionárias no IPC-DI, com alta de 3,84% em abril, praticamente repetindo o avanço de 3,85% registrado em março. Também exerceram influência altista os preços de leite longa vida, com elevação de 15,68%, perfume, com 6,45%, passagem aérea, com 3,68%, e tarifa de eletricidade residencial, com 0,71%. Entre os principais alívios ao consumidor figuraram bombons e chocolates, com recuo de 3,26%, café em pó, com queda de 1,33%, maçã, com retração de 3,56%, hotel, com baixa de 1,26%, e frango em pedaços, com redução de 1,05%. Entre as classes de despesa do IPC-DI, houve aceleração em Saúde e Cuidados Pessoais, cuja taxa passou de 0,05% em março para 1,33% em abril, Educação, Leitura e Recreação, de queda de 0,97% para alta de 0,32%, e Habitação, de 0,36% para 0,46%.
Em contrapartida, ocorreu desaceleração em Despesas Diversas, de 1,70% para 0,10%, Vestuário, de 0,48% para 0,02%, Alimentação, de 1,31% para 1,19%, Comunicação, de 0,10% para estabilidade, e Transportes, de 1,51% para 1,47%. O núcleo do IPC-DI avançou 0,42% em abril, após alta de 0,37% em março. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com aumento de preços, recuou de 65,48% para 64,19%. No atacado, as principais pressões altistas vieram de bovinos, com alta de 3,52%, leite in natura, com 8,84%, adubos e fertilizantes, com avanço de 6,42%, sacos e sacolas plásticas para embalagem, com elevação de 30,75%, e carne bovina, com 1,99%. Entre os principais recuos no IPA-DI destacaram-se minério de ferro, com queda de 4,69%, café em grão, com retração de 4,97%, suínos, com baixa de 9,55%, álcool etílico anidro, com recuo de 5,20%, e cana-de-açúcar, com queda de 1,08%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.