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11/May/2026

Crescimento dos investimentos chineses no Brasil

Segundo levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), os investimentos chineses no Brasil somaram US$ 6,1 bilhões em 2025, volume 45% superior ao registrado em 2024 e o maior em sete anos. O desempenho superou amplamente o crescimento dos investimentos estrangeiros totais no País, que avançaram 4,8% no período, alcançando US$ 77,7 bilhões, assim como a expansão global dos investimentos chineses no exterior, que cresceu 1,3%, para US$ 145,7 bilhões. Com o resultado, o Brasil tornou-se o principal destino dos investimentos chineses no mundo em 2025, concentrando 10,9% do total aplicado pela China no exterior. Na sequência apareceram Estados Unidos, com 6,8%, Guiana, com 5,7%, Indonésia, com 5,4%, e Cazaquistão, com 4,4%.

Nos últimos cinco anos, o Brasil alternou entre a primeira e a quinta posição entre os principais destinos globais de capital chinês, liderando também em 2021. A Região Sudeste liderou a atração de investimentos chineses em 2025, com participação de 32,5%, seguido pela Região Norte, com 26,7%, melhor resultado da série histórica. As Regiões Centro-Oeste e Sul responderam por 14% cada, enquanto a Região Nordeste concentrou 12,8% dos aportes. Os investimentos chineses contemplaram 20 Estados brasileiros em 2025, 6 a mais que em 2024 e o maior número da série histórica do CEBC. O estado de São Paulo liderou em quantidade de projetos, com 17 empreendimentos, seguido por Minas Gerais e Pará, com 10 projetos cada, e Amapá, com 9.

As fusões e aquisições realizadas por empresas chinesas no Brasil somaram US$ 1,9 bilhão em 2025, valor mais de três vezes superior ao registrado em 2024, impulsionado principalmente pelo setor de mineração. Essa modalidade respondeu por 31,7% do total investido, avanço de 14% na comparação anual. Ainda assim, a maior parcela dos recursos ingressou por meio de projetos greenfield, que representaram 60,9% dos investimentos, incluindo novos empreendimentos e expansões de projetos já existentes. As joint ventures responderam por 7,4% do total. O número de projetos com participação de capital chinês atingiu 52 empreendimentos em 2025, novo recorde e crescimento de 33% frente a 2024. O setor elétrico liderou os aportes, concentrando 29,5% do total investido, equivalente a US$ 1,79 bilhão, alta de 25% na comparação anual.

A mineração também apresentou forte expansão, com investimentos de US$ 1,76 bilhão, mais de três vezes superiores aos registrados em 2024 e o maior volume desde 2011. O segmento respondeu por 29% dos aportes totais chineses no Brasil em 2025, praticamente empatado com o setor elétrico. Foi a maior participação da mineração desde o início da série histórica, em 2007. O setor automotivo ficou na terceira posição entre os principais destinos dos investimentos chineses, com participação de 15,8% e aportes de US$ 965 milhões, avanço de 66% em relação a 2024. Os investimentos no setor de petróleo somaram US$ 804 milhões, queda de 24% na comparação anual, mas ainda representando 13,3% do total investido pela China no País. Entre os principais movimentos do setor de petróleo, destacou-se a aquisição, pela CNPC em parceria com a Chevron, de nove blocos exploratórios ofertados em leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), localizados na Foz do Amazonas, na região dos estados do Pará e Amapá.

Considerando o número de projetos, o setor elétrico também liderou isoladamente, concentrando 51,9% dos 52 empreendimentos registrados em 2025. O setor de petróleo respondeu por 19,2%, seguido pela indústria automotiva, com 9,6%, mineração e fabricação de equipamentos elétricos, com 5,8% cada, tecnologia da informação, com 3,8%, além de infraestrutura e fabricação de eletrônicos, ambos com 1,9%. No acumulado entre 2023 e 2025, a indústria manufatureira consolidou-se como o segundo principal destino dos investimentos produtivos chineses no Brasil, com aportes de US$ 2,66 bilhões, à frente da mineração, com US$ 2,31 bilhões, e do petróleo, com US$ 1,87 bilhão. O setor elétrico liderou no período, com investimentos totais de US$ 3,90 bilhões. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.